Deso e MP debatem as dificuldades e soluções para o saneamento básico
Cotidiano 31/10/2014 12h30Por Fernanda Araujo
Profissionais das Companhias Estaduais de Saneamento de Sergipe e membros dos Ministérios Públicos debatem, nesta sexta-feira (31), sobre a prestação dos serviços de saneamento básico no estado e no país. A discussão também acontecerá em outros estados do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, uma iniciativa da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), em parceria com outras instituições nacionais. Em Aracaju, o evento acontece no Centro de Convenções de Sergipe.
Com o tema “O MP e o Saneamento: Aspectos relevantes da prestação dos serviços e as dificuldades impostas ao setor”, o presidente da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Antônio Ferrari (foto principal), avalia que o seminário é a primeira tentativa de aproximar os vários setores de saneamento, como Ministério Público, Instituto Trata Brasil e empresas, no intuito de mostrar a visão de cada um, as dificuldades e buscar ponto de convergência no assunto. De acordo com Ferrari, hoje a maior dificuldade para garantir saneamento é captar recursos.
“Acho que a melhor maneira de conseguir resolver problemas é através do diálogo, da construção de caminho
s comuns. Os investimentos em saneamento são muito elevados. A ideia é universalizar todo o serviço de água e de esgotamento sanitário para a população. Para se atingir isso são recursos muito elevados que nem sempre os estados têm capacidade de bancar, então, muitas vezes tem que buscar soluções alternativas”, acredita.O promotor Carlos Henrique S. Ribeiro (ao lado), diretor do Centro de Apoio ao Meio Ambiente do MP de SE, afirma que a instituição está engajada junto com o governo do estado para a implementação da Política Nacional de Saneamento nas vertentes de drenagem, resíduos sólidos, esgotamento e abastecimento de água. Trabalho que, segundo ele, tem avançado. O MP tem uma ação civil movida para implantar tanto na capital, como na Barra dos Coqueiros, Itaporanga D’Ajuda, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão.
“A gente ver ainda que a ausência de saneamento, especificamente do esgotamento, gera danos aos rios, as praias, isso tem consequência direta na saúde pública. O fomento disso é feito pela Abrampa no Brasil inteiro, no caso de Sergipe a Deso e o
governo tem avançado com a implementação dessas políticas inserindo nos programas de Aceleração do Crescimento do Governo Federal”, diz.Para o coordenador de comunicação do Instituto Trata Brasil, Rubens Filho (ao lado), o MP é um instrumento fundamental para o saneamento virar realidade. “Temos centenas de obras do PAC espalhadas pelo Brasil que, infelizmente, são interrompidas, paralisadas porque promotores públicos encontram alguma irregularidade. O saneamento precisa ter uma adesão dos promotores para fazer com que o tema seja mais conectado com a empresa, que é responsável pelo setor, com o Ministério das Cidades, que hoje é um dos grandes responsáveis pelo saneamento do Brasil, senão, o responsável, e junto com a sociedade. O promotor público tem esse papel de fiscalizar, cobrar o que não tem sido feito. Obviamente isso tem um grande papel dos vereadores e prefeitos”, ressalta.
Fotos: Fernanda Araujo

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
