Deso e Saúde: investimentos em saneamento promovem qualidade de vida
Cotidiano 08/04/2016 13h49
A água é o recurso indispensável para a vida, mas devido à ação do homem na natureza ela também se torna fonte de muitas doenças que afligem a humanidade, como a malária, a cólera, leptospirose entre outras. Garantir o acesso à água potável e aos serviços de esgotamento sanitário é a principal forma de promover a saúde e assegurar que a população usufrua plenamente do direito à vida. Este é o trabalho Companhia de Saneamento de Sergipe - Deso vem executando e tem aprimorado nos últimos anos.
Hoje, a companhia entrega de água tratada, nos parâmetros de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde a 95% da população sergipana e executa um intenso trabalho para reestruturar a da rede sanitária do estado, com obras de implantação de sistemas completos de coleta e tratamento de esgotos domésticos. “Já estamos bem próximos de universalizar do fornecimento de água tratada no estado e, paralelamente, estamos ampliando o esgotamento sanitário.Ao expandir o sistema oferecemos uma qualidade de vida para a população”, diz o diretor de Meio Ambiente e Engenharia, José Gabriel de Campos.
Atualmente, existem dezessete obras de esgotamento em pontos espalhados por todo o estado de Sergipe. Há obras em processo de desenvolvimento nos municípios de São Francisco, Pacatuba, Itabí, Nossa Senhora do Socorro, Zona de Expansão, Lagarto, Itabaiana, Nossa Senhora das Dores e São Cristóvão; além da capital, Aracaju, onde a Deso já conta com 35% de cobertura e atende mais de 110 mil residências.
Os avanços na estruturação do sistema de coleta e tratamento de esgoto resultam em queda nas taxas de internação por doenças diarreicas. Conforme dados Vigilância Epidemiológica Estadual, nos últimos seis anos, o número de óbitos por doenças infecciosas intestinais reduziu 77%, saindo de 176 casos em 2008 para 40 casos em 2014, justamente no momento em que a Deso alcançou o marco de 1.762.535 pessoas recebendo água tratada e 324.011 pessoas assistidas pela rede de esgoto. No período, o número de internações por doenças diarreicas caiu 79% em todo o estado.
“Quando o saneamento é feito de maneira adequada criamos um ambiente mais saudável. O esgoto in natura, disposto em ruas, galerias, rios e riachos cria problemas ambientais e expõe a população a vermes, bactérias, protozoários causadores de doenças graves e colaboram para o aparecimento de como ratos, baratas, mosquitos que também são vetores de doenças. Então os serviços que fazemos aqui estão muito relacionados à diminuição dos índices de doenças de veiculação hídrica em Sergipe”, explica o engenheiro ambiental e sanitarista da Deso, Erasmo Gomes.
De acordo com a Unesco (2013), a cada dólar investido em saneamento, um valor entre cinco e vinte e oito dólares são poupados das despesas com doenças. A Deso investe, hoje, 500 bilhões de reais em obras de esgotamento sanitário em todo o estado. No quadro de compromissos da companhia, está a ampliação de 95% da cobertura de esgoto na região Metropolitana. Até 2018, Aracaju será a segunda capital em cobertura da rede de esgoto, só perdendo para a cidade de Porto Velho, em Rondônia.
Saúde e meio ambiente.
A contaminação por doenças de veiculação hídrica ocorre pelo contato direto com água ou solo poluído, como também por consumo de pesca, produtos agrícolas cuja água contaminada foi utilizada para irrigação e carne de animais que tiveram contato com o ambiente não higiênico. “Tratar a água antes de dispersar novamente na natureza é tão importante quando tratá-la para o abastecimento. O efluente não tratado polui também o solo, o ar e onera o tratamento da água que vai servir à população. É um ciclo”, diz Erasmo.
Com a rede coletora de esgotos domésticos o esgoto das residências, separadamente da água da chuva. Em Aracaju, os dejetos de cada morador que se conecta a rede são encaminhados para as Estações de Tratamento de Esgoto da Deso (ETE-Orlando Dantas e ETE-Visconde de Maracaju), depois para as Estações de Recuperação de Qualidade ( ERQ-NORTE, ERQ-SUL, ERQ-OESTE). Só após receber o tratamento adequado o efluente é dispersado nos rios, em distância e profundidade que seguem os parâmetros determinados por legislação ambiental.

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