Dia do Trabalhador será marcado por atos e manifestações
Diálogo com a população visa combater criminalização das lutas sociais
Cotidiano 30/04/2013 12h00

Por Elisângela Valença

Amanhã, 1º de maio, é o Dia do Trabalhador. Centrais sindicais, sindicatos e entidades representativas de movimentos trabalhistas e sociais farão diversas atividades durante o dia para comemorar a data. A partir das 8 horas, nos arcos da orla de Atalaia, a Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE) reunirá sindicatos e movimentos sociais até o meio-dia.

Lá, haverá apresentação de peça de teatro e de música, entre outras atividades. “Este diálogo com a população é extremamente importante para combater a criminalização dos movimentos sindicais e sociais”, disse Roberto Silva, vice-presidente da CUT-SE.

Segundo Roberto, a criminalização das lutas sociais acontece de várias formas. Uma delas é desqualificar o movimento, desrespeitando a sua representação. “A partir do momento em que você não senta para negociar, você nega a legitimidade do movimento, nega a representação do movimento”, explicou.

Roberto comenta que, apesar de avanços judiciais, a Justiça tem tratado os movimentos sociais com preconceito. “O assédio moral, descrito em legislação, é um instrumento para denunciarmos práticas antissindicais”, explicou. “Mas, ao mesmo tempo, a Justiça nos criminaliza quando declara uma greve ilegal, ordena uma desocupação e não dá alternativas de luta e negociação”, acrescentou.

“Por isso, vamos sempre fazer atos públicos, para dialogar com a população. A pressão é o melhor instrumento de conquistas e garantias de direitos. É preciso haver um controle social do judiciário”, disse. “O artigo 1º da Constituição Federal diz que todo poder emana do povo, mas o Poder Judiciário emana de ninguém, porque seus membros são indicações políticas”, explicou. “Uma solução seria a da Argentina, de fazer eleição para o Judiciário”, comentou.

CTB-SE

A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE) vai fazer atividades durante toda a manhã, com shows e sorteios de brindes, na praça do conjunto Sol Nascente.

Bem como a CUT-SE, a CTB-SE defende ainda outras bandeiras de luta, a exemplo da jornada de 40 horas semanais sem redução de salários, fim do fator previdenciário e reforma agrária.

A CTB-SE luta ainda para a destinação de 10% do PIB para Educação, 10% do Orçamento para Saúde, ampliação do investimento público, igualdade de oportunidade entre homens e mulheres, e política de valorização dos aposentados.

 

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