Dia dos Pais registra queda de 11,21% no comércio
Resultado é o pior dos últimos seis anos Cotidiano 10/08/2015 16h20Da Redação
Como já era esperado pelo mercado varejista, o Dia dos Pais, assim como as últimas datas comemorativas, não foi lá grande coisa. E pior, apresentou uma queda de 11,21%, a maior queda dos últimos seis anos, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, entre os dias 2 e 8 de agosto deste ano. Em 2014, as vendas já haviam registrado uma queda de 5,09%, mas em anos anteriores, os resultados foram positivos: crescimentos de 3,78% (2013), 4,75% (2012), 6,86% (2011) e 10% (2010).
Segundo avaliação do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro, o resultado é consequência do desaquecimento da economia, influenciado principalmente pela escalada dos juros, pela inflação acima do teto da meta, que corrói o poder de compras do brasileiro e pelo aumento da massa de trabalhadores desempregados.
Uma sondagem recente feita pelo SPC Brasil já apontava a preferência pelo pagamento à vista, o que potencializa a queda mostrada pelo indicador de consultas para vendas a prazo. "Menos confiante do que em anos anteriores, os brasileiros optaram pelas compras à vista e por itens de mais baixo valor, motivados, principalmente, pelo encarecimento dos juros, pela escassez de crédito e pela preocupação em comprometer menos o próprio orçamento com compras parceladas", afirma Honório.
Comemorado sempre no segundo domingo do mês de agosto, o Dia dos Pais é a quarta data comemorativa que mais movimenta o varejo em volume de vendas e faturamento, atrás do Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados. Segundo levantamento do SPC Brasil, neste ano, os presentes mais procurados seriam roupas, calçados e acessórios, como cintos, óculos, relógios, meias e gravatas.
Os dados de Sergipe ainda não foram divulgados.
*Com informação do SPC Brasil

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