Dia Mundial do combate a Diabetes: médico alerta sobre perigos da doença
Quase 7% da população brasileira vive com diabetes Cotidiano 14/11/2018 15h02 - Atualizado em 14/11/2018 16h42No dia 14 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Combate ao Diabetes, e segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, 6,9% da população vivem com a doença. O percentual aponta para a necessidade de um diagnóstico preciso, que quando tardio, resulta em complicações e até em amputações.
O Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES),no período de janeiro a outubro deste ano, registrou 540 atendimentos a usuários com diagnóstico de diabetes, a maioria dos casos são idosos com idade entre 61 a 75 anos. Desse total, 272 precisaram continuar internados para tratamento adequado.
Diabetes é uma doença crônica, na qual o corpo deixa de produzir insulina, hormônio responsável pelo controle de glicose no sangue, ou não consegue empregar adequadamente a quantidade que produz. Os dados são crescentes e abrangem não só os adultos, mas também crianças, especialmente, com idade entre sete e 14 anos. O médico plantonista do Pronto Socorro do Huse, André Brandão, alerta para alguns cuidados que são essenciais para quem é diabético e ressalta que a prevenção ainda é o melhor remédio.
“Uma das coisas fundamentais da diabetes primeiramente é a prevenção. A gente fala com relação à dieta adequada com poucos carboidratos, o controle da obesidade, atividade física e mudança do estilo de vida. Com relação ao paciente diabético e os cuidados que ele deve ter também passam por aí e principalmente fazer o uso correto das medicações e a atividade física adequada ao perfil de cada paciente”, explica
Ainda de acordo com doutor André Brandão, é comum pacientes tendo complicações por não seguirem uma dieta correta e chegam à urgência com quadros de descompensação como a glicemia alterada e associado a isso terem alterações renais e circulatórias graves, entre outros casos. “Como é uma doença que provoca alterações na circulação então ocorrem no corpo inteiro inclusive na visão atingindo a retina”, revela.
As complicações do diabetes são oculares, renais, cardíacas e vasculares, muitas vezes os pacientes chegam descompensados, com evolução clínica e emagrecidos, com membros inferiores e superiores comprometidos e muitas vezes evoluem para a questão da amputação, pois o membro não se torna mais viável.
Tipos
Existem dois tipos de diabetes, a do tipo 1 que o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina e a do tipo 2 que afeta a forma como o corpo processa o açúcar do sangue (glicose). O exame de glicemia do jejum é o primeiro passo para investigar o diabetes e acompanhar a doença. Os valores normais da glicemia do jejum fica entre 70 e 99 mg/dl (miligramas de glicose por decilitros de sangue).
A vida sedentária, a tendência genética e principalmente o ganho de peso são as principais causas. Tonturas, visão turva, dificuldade de cicatrização e urina concentrada, podem ser sintomas de diabetes. O pedreiro Luís Marcos Souza, 64, descobriu a diabetes há doze anos e ao longo desse tempo nunca deixou de fazer o tratamento correto e principalmente tomar as medicações.
“Assim que descobri que estava diabético eu passei a evitar muita coisa na alimentação pois estava descompensada, às vezes me dá uma fome danada. É uma vida bem difícil, mas, tem que ter determinação se quiser continuar vivendo bem e com saúde. A minha diabetes agora é controlada e minhas medicações são no horário correto, além das caminhadas que faço todos os dias. Eu sei de uma coisa, com a diabetes não se brinca”, afirmou o pedreiro.
Tratamento
O tratamento para diabetes do tipo 1 requer algumas medidas que vão além da aplicação de insulina para baixar o açúcar no sangue. Alguns médicos solicitam que o paciente inclua também medicamentos via oral em seu tratamento. Já para o diabetes tipo 2 que vem acompanhado de outros problemas, como obesidade e sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados e hipertensão.
Dessa forma, é importante consultar o médico e cuidar também dessas outras doenças e problemas que podem aparecer junto com o diabetes tipo 2.
Fonte: Assessoria de Imprensa

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