Do alto da colina: Aracaju, o ponto de partida para o amor
Cotidiano 17/03/2016 12h50Por Will Rodrigues e Giovane Mangueira
Chiko Queiroga e Antônio Rogério já tinham cantado que se encontra de tudo “todo dia nas ruas de Ará”. E eles estavam certos, basta um passeio para encontrar mais do que cajueiros e papagaios, inclusive, quem sabe, o amor. Foi o que aconteceu com os artistas plásticos Heráclito Ferreira, 19 anos, e Lucimara Tavares, 21. No meio de uma das andanças, os jovens se conheceram, em um terminal da zona Norte da capital e, na Colina do Santo Antônio, o amor floresceu há quase dois anos. Lá onde Aracaju nasceu, eles se encantam cada dia mais um pelo outro, e juntos pela brasileirinha à beira mar.
O casal diz que gosta do lugar pela tranquilidade e por poder contemplar a cidade do alto. Um verdadeiro espetáculo da contemplação de uma Aracaju metrópole, mas que não perde seu bucolismo. “É belíssimo, escondido, mas um belo ponto turístico, estamos sempre aqui aproveitando a paisagem”, diz Heráclito.
O caminho até a colina já virou rotina, mas o ponto de partida para essa história foi um pouco antes, no terminal de Integração da Maracaju. “Ele estava segurando um desenho, um amigo nos apresentou, trocamos as redes sociais e já estamos juntos há mais de um ano e quatro meses”, lembra Lucimara.Mesmo tento referências um pouco diferentes, o casal uniu o interesse pelo surrealismo e abstrato para começar a produzir as telas juntos. “Já estamos vendendo nossas artes em tela e pretendemos fazer uma exposição no final do ano”, revela o rapaz. Eles até pensam em pintar e conhecer outros lugares, mas é em Aracaju que querem viver. “Aracaju está no meu coração, quero apenas conhecer outros lugares, mas sou apaixonada pela capital”, declara Lucimara.
Apaixonante
É assim mesmo, quem visita o local onde Aracaju nasceu se inspira. De lá é possível ver o ponto em que o rio Sergipe se encontra com o Oceano Atlântico, além da visão panorâmica da Ilha de Santa Luzia. Do alto dá para se ter uma perspectiva privilegiada da cidade e observar as vias e quarteirões ordenados em formato de tabuleiro, idealizado pelo engenheiro Sebastião Basílio Pirro, que coordenou o planejamento da fundação da cidade. As casas da Colina do Santo Antônio ainda conservam suas características e tipologias arquitetônicas.
E quem desce a colina encontra muito mais, como bem descreveu o compositor Ismar Barreto em verso e prosa. “Comer muito siri, andar de pé no chão, descer a Laranjeiras, entrar no calçadão. (...) então à noite eu vou lá no Fan’s, tomar chopp com Pascoal, papo vai, papo vem, fofocar não faz mal (...). E quando o dia raiar, vou ver o dia nascer, te amo Aracaju, resolvi te viver!”.
Foto 1: María Odília/Arquivo Jornal da Cidade
Foto 2: Giovane Mangueira/F5 News

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