Documentário retrata como a mulher é vista na televisão
TCC provocará reflexão sobre esteriótipos impostos pela sociedade Cotidiano 18/02/2014 17h45Por Tíffany Tavares
O pensar como a mulher é retratada na televisão. Este é um dos objetivos do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da estudante de áudio visual da Universidade Federal de Sergipe Luciana Oliveira. O projeto, ainda em elaboração, é um documentário que tem como tema “O Corpo é Meu” e provoca reflexão não só na própria mulher, mas em toda a sociedade.
“Tudo começou quando eu peguei uma matéria do curso de Jornalismo - Imprensa de Minoria -, me apaixonei pelo assunto feminista e daí passei a pesquisar sobre o tema mulher na televisão”, conta a autora do documentário, Luciana Oliveira (foto abaixo).
A estudante explica que seu TCC trata da representação da mulher e sua coisificação na mídia, fazendo-as discutir os estereótipos que desrespeitam a diversidade da mulher brasileira. “Padrões de beleza, preconceitos, a mulher negra na TV, esteriótipos, como por exemplo, a vilã sensual ou a mocinha casada”, elenca.
Ainda de acordo com Luciana Oliveira, a equipe de elaboração do documentário “O Corpo é Meu” é formada em sua maioria por mulheres (foto principal) e aborda um tema pouco explorado, mas que permeia o cotidiano da vida das mulheres: a coisificação feminina na mídia e a beleza impossível imposta pelos veículos de comunicação.“No documentário ‘O Corpo é Meu’ as próprias mulheres são autoras de sua imagem, e isso começa pela nossa equipe. Chegou o momento de cada um buscar, reivindicar seus direitos. Não é justo a sociedade machista impor como a mulher deve se vestir, como falar ou o que dizer”, argumenta ela.
Segundo Luciana Oliveira, o filme está sendo desenvolvido por intermédio de pesquisas e entrevistas com mulheres militantes de movimentos, documentaristas, jovens, idosas, amigas, trabalhadoras, feministas, com uma clássica, porém difícil e subjetiva pergunta: O que é ser mulher?
“Todas as mulheres a quem pergunto demoram e pensam muito ao responder”, diz Luciana, avaliando que não é fácil ser mulher na atualidade, mas que é preciso que cada uma faça a sua parte.
Fotos: Arquivo Pessoal da entrevistada

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos

