Domésticas participam de curso sobre direitos trabalhistas
Cotidiano 05/09/2014 19h01

Por Aline Aragão

Cerca de 60 trabalhadoras domésticas participam em Aracaju (SE), durante dois dias, de um curso que tem como objetivo informar e levar conhecimento sobre as leis e direitos do trabalhador. O curso é uma parceria entre a Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos, Organização Não Governamental de Porto Alegre (RS), e o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Domésticas do Estado de Sergipe (Sindomestico), integrando o projeto “Trabalhadoras Domésticas: Construindo Igualdade no Brasil”.

O curso é ministrado pela coordenadora do projeto e membro do conselho diretor da Themis, Beatriz Vasconcelos (foto ao lado), que irá abordar temas como a história do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas no Brasil; sindicalismo, regulamentação da Emenda Constitucional 72/2013 e violência doméstica.

Além de Aracaju, o projeto já passou por quatro cidades: Pelotas, Campinas, Acre e Curitiba. E deverá passar pro Recife, Salvador, João Pessoa e Rio de Janeiro. Entre os critérios para escolha das cidades está a organização do sindicato no estado.

Segundo Vasconcelos, a ideia do curso é fortalecer e informar aos trabalhadores sobre o que está acontecendo, a partir dos projetos que tratam dos direitos do trabalhador doméstico. “Precisamos dar visibilidade a essa categoria e mostrar que os direitos que ainda não vieram dependem da nossa ação, precisamos nos movimentar para que os demais direitos sejam aprovados”, disse.

Para a palestrante, não há interesse de que as trabalhadoras domésticas tenham a equiparação com os demais trabalhadores.  “A PEC tramita há mais de um ano sem nenhuma chance de ser votada; neste ano entrou para votação dez vezes e, em todas elas um dia antes, foi tirada de pauta”, ressaltou.

Para a presidente do Sindoméstico, Sueli Maria de Fátima Santos (foto ao lado), esse é um momento muito importante para o sindicato e para a trabalhadora doméstica de Sergipe.  “Esse curso vai trazer uma nova visão, e um maior empoderamento dos trabalhadores em relação aos direitos”, explica.

“É uma forma de levar mais conhecimento sobre as leis, sobre a cidadania, sobre como se defender nos dias de hoje, na questão da violência contra a mulher, na questão da saúde, moradia, direito de ter uma condição de vida melhor”, destacou.

Para a cozinheira Erivânia Silva Menezes (foto ao lado), o curso é uma oportunidade cidadã. . “A gente tem que aprender mais sobre os nossos direitos até para poder cobrar”, disse.

Fotos: Aline Aragão

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