Eleitores sergipanos repudiam a compra e venda de votos nas eleições
Cotidiano 17/09/2012 18h11
Por Allana Andrade
Com a proximidade das eleições municipais 2012, F5 News conversou com jovens eleitores para saber o que pensam sobre a compra e venda de votos e os malefícios desse tipo de atitude.
“Eu acho uma falta de respeito para com os eleitores. Até porque nos casos que conheço, os candidatos se aproveitavam de famílias menos favorecidas, aquelas mais pobres. Perguntar se um pobre quer esmola pode parecer até ironia”, explica o estudante Adriano Ramos, 22 (foto ao lado).
A opinião é compartilhada pelo estudante Lucas Emmanuel, de 24 anos: “Eu repudio toda e qualquer prática que caracterize corrupção. Se fosse abordado por um desses políticos anotaria o número dele e tentaria denunciar”, garante.
O Art. 41-A da Lei nº 9504, de 30 de setembro de 1997, diz que “Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de 1.000 a 50.000 UFIRs, e cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no 64/90."
“Venda de votos é o indicio que o ‘político’ vai corromper a sociedade. Se um candidato investe R$ 2 milhões em uma campanha para qualquer que seja o cargo a nível municipal, está obvio a intenção de recuperar seu ‘investimento’. E o eleitor que aceita e vota neste candidato está na verdade vendendo a sua liberdade de escolha, não tendo direito de reclamar das conseqüências da corrupção”, acredita o estudante Wallace Soares.
Há também quem pense em enganar o comprador de votos. “Acho horrível, desonesto. Mas aceitaria o dinheiro e não votaria no candidato, ele não iria comigo para a urna. Isso porque jamais votaria numa pessoa que me ofereceu dinheiro”, diz Isaque Santana (foto ao lado).

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos


