Em greve há 83 dias, servidores de SE ameaçam ocupar prédios públicos
Categoria cobra PCCV aprovado em 2014 e prometido para maio Cotidiano 27/04/2016 17h20Da Redação
Em greve há exatos 83 dias, os servidores da Administração Geral de Sergipe realizaram um novo ato público nesta quarta-feira (27). Dessa vez, a categoria foi à porta do Palácio dos Despachos, na zona Norte de Aracaju, para pressionar o governo a cumprir o acordo de implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento (PCCV) em maio.
Na tarde desta quarta, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) realizou uma reunião para planejar as próximas ações do movimento paredista e o sindicato já adiantou que, se o governo não apresentar uma proposta concreta para atender o pleito da categoria, os servidores vão começar a realizar ocupações em prédios públicos até que tenham a reivindicação contemplada.
A cobrança pela implantação do PCCV se arrasta há dois anos. De lá para cá, o governo já fez uma reforma administrativa, extinguiu cargos comissionados e cortou gastos, mas alega que ainda encontra dificuldades para efetivar o plano.
“Quando o plano foi aprovado, o salário mínimo era de R$ 724 e os servidores teriam um salário inicial de R$ 900, o que representava ganho real de 25%, mas hoje o salário mínimo já chegou a R$ 880 e mais de cinco mil servidores continuam recebendo bem menos que isso, ou seja, perdemos a conquista”, afirmou Diego Araújo, presidente do Sintrase, em entrevista recente ao F5 News.
O governo ainda não sinalizou as medidas de implantação do Plano, nem deu uma data para sua efetivação, mas ao F5 News o governador Jackson Barreto (PMDB) já disse que o governo tem obrigação de trabalhar para viabilizar o PCCV, apesar das dificuldades financeiras. “Quero que meu compromisso com o Sintrase seja mantido, estou trabalhando para isso. Os servidores não são ingratos, o governo é que precisa ter condições pra agradecer ao trabalho dos seus servidores”, declarou. Nesta quinta-feira (28), o governador deve agendar uma nova reunião com os representantes do Sintrase.

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