Em protesto, policiais suspendem atividades nas delegacias de Sergipe
Cotidiano 10/07/2017 13h30 - Atualizado em 10/07/2017 16h42Por F5 News
Em ato de protesto contra os atrasos salariais e o possível parcelamento do pagamento, policiais civis suspenderam parcialmente as atividades nas delegacias de Sergipe a partir desta segunda-feira (10). Eles realizaram um ato, na manhã de hoje, em frente ao Palácio do Governo para cobrar a regularização do pagamento dentro do mês.
Segundo o sindicato da categoria (Sinpol), não serão feitas investigações e nem o cumprimento de mandado de prisão; exceto atividades de emergência como flagrantes e homicídios. A confecção de boletins de ocorrências será suspensa, salvo em casos de estupro, roubo e furto de veículo, até o dia do pagamento do mês de junho que deverá ser efetuado pelo governo na terça (11).
As medidas devem permanecer durante todo o mês de julho até que o pagamento do salário seja regularizado e volte a ser efetuado dentro do mês trabalhado. Mas, caso o salário seja depositado hoje na conta, as atividades voltam à normalidade amanhã.
O calendário de pagamento já chega a 12 dias em atraso, de acordo com o sindicato. Além disso, se ventila a possibilidade de parcelamento do salário. “Nunca passamos por uma situação dessa natureza, ter dez dias de salário atrasado, se trabalhar 40 dias para receber 30, mesmo o Tribunal de Justiça tendo decidido que o pagamento deve ser dado dentro dos 30 dias trabalhados. Os atrasos sistemáticos têm criado um prejuízo para os policiais, e agora, possível parcelamento, isso é um desrespeito”, afirma João Alexandre, presidente do Sinpol.
Para a categoria, todo mês existe a ameaça de atrasos e novos parcelamentos. Os policiais cobram ainda melhores condições de trabalho, reestruturação na carreira e novas convocações. Ainda segundo o sindicato, há um déficit de 400 policiais civis no Estado - atualmente existem cerca de mil, sendo que 200 ainda aguardam nomeação.
Para o Sinpol, a situação atual é de sucateamento das delegacias de Sergipe. Enquanto isso, delegados e escrivães acumulam até três delegacias no interior do estado, com um efetivo defasado há 18 anos.
Ao F5 News, a Secretaria de Comunicação do governo nega o parcelamento e informou que todos os pagamentos serão efetuados amanhã de forma integral.

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