Em Sergipe, 70% das famílias recusam doar órgãos
Cotidiano 09/03/2018 18h14Um dado preocupante: 70% das famílias de pessoas com morte cerebral recusam doar os órgãos do ente querido. A conclusão é da Central de Transplantes de Sergipe, órgãos da Secretaria de Estado da Saúde, que chegou a este percentual a partir de um levantamento feito entre o número de entrevistas feitas com familiares de pacientes com morte cerebral e o total de doações autorizadas. O percentual aceitável é o de 40%, segundo informou o coordenador da Central, Benito Fernandez.
“Depois que o médico informa a morte cerebral do paciente ele dá a oportunidade de a família autorizar a doação múltipla de órgãos. Mas, lamentavelmente 70% destas famílias negam a permissão, que é tão importante para quem precisa de um transplante para voltar a viver com qualidade”, considerou o coordenador. Lembrou Fernandez que o transplante é uma modalidade terapêutica que precisa do doador.
Na última quarta-feira (7), a Central de Transplante comemorou uma doação de múltiplos órgãos, dentre eles, fígado, que foi para o Rio de Janeiro; dois rins, que foram para Pernambuco e Bahia; e córneas, que ficaram aqui no Estado. De acordo com Benito Fernandez, este ano já foram realizados em Sergipe 34 transplantes de córneas, para um público predominante de idosos.
Em todo o ano de 2017 foram feitos 165 transplantes de córneas e um de coração. “Atualmente temos uma fila de 204 pessoas esperando por uma córnea”, enfatizou o coordenador, destacando a importância da participação de toda a sociedade na causa. “Qualquer pessoa pode precisar de um transplante, como qualquer pessoa pode ser um doador”, disse.
Palestras
O coordenador da Central de Transplantes informou que o órgão atua também na vertente educativa, realizando palestras sobre a importância da doação de órgãos em escolas, igrejas e associações. Os interessados devem legar para o número 3259-2899.
Fonte: SES

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
