Empresas e pessoas acusadas de fraudar licitações são alvos do MPE/AL
Além de Alagoas, operação é realizada em dois municípios de Sergipe Cotidiano 03/08/2018 07h56Para os investigadores, todos os envolvidos teriam se beneficiado, até agora, com o desvio de R$ 2 milhões em recursos públicos após firmarem contratos ilegais com a prefeitura daquela cidade.
Em Alagoas, os promotores de justiça Antônio Luiz dos Santos Filho, Luiz Tenório Oliveira de Almeida e Elísio da Silva Maia Júnior cumprem dez mandados em três municípios diferentes, nas sedes das empresas. A operação também realiza busca e apreensão nas residências dos donos delas.
Já em Sergipe, os promotores Hamilton Carneiro Júnior e Eloá de Carvalho Melo dão cumprimento às outras quatro medidas cautelares. No município de Porto da Folha, eles foram até a sede da Portoserv Serviços e Empreendimentos Ltda e na casa de um auxiliar administrativo da referida empresa. E, na capital Aracaju, os mandados de busca e apreensão foram executados nas residências das proprietárias da Portoserv.
No processo, que tramita na 17ª Vara Criminal de Maceió, o Gaeco argumentou a necessidade de recolhimento de mais elementos de prova contra os envolvidos no esquema.
Ainda de acordo com o Gaeco, todos os acusados cometeram crimes de peculato, peculato furto, falsidade ideológica majorada, falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude em licitação, dispensa ilegal em licitação e formação de organização criminosa.
Os crimes
As investigações do Ministério Público começaram após uma denúncia anônima, em 2017. Com a apuração, Ficou constatado que, no pregão presencial nº 02/2016, que teve como objetivo a contratação de empresas para locação de veículos, a licitação foi manipulada por uma organização criminosa.
“Essa Organização, integrada por agentes públicos e por particulares, fraudou tanto o supracitado procedimento licitatório, bem como a execução dos serviços contratados e seus respectivos processos de pagamento, em acintosa afronta aos preceitos contidos na Lei nº 8.666/93, que regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, e institui normas para as licitações e contratos”, alegou o Ministério Público.
Segundo o Gaeco, as três empresas existem apenas de “fachada, haja vista que, apesar de serem legalmente constituídas e de participarem de legítimo comércio, são destituídas de qualquer capacidade técnico-operacional, não possuindo, portanto, estrutura organizacional mínima para executarem satisfatoriamente os objetos das atas de registro de preço que se originaram do pregão presencial nº 02/2016”.
A operação recebeu o nome de “engodo” porque todos os contratos firmados entre a Prefeitura de Pão de Açúcar e as empresas já mencionadas eram falsos.
Nenhuma das empresas e nem a Prefeitura do município alagoano se manifestaram sobre o assunto até a publicação desta notícia.
As informações são do Alagoas 24 horas.

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