Empresas formam grupo para discutir soluções para obras públicas
Cotidiano 06/12/2012 17h37Por Adriana Meneses
A Associação Sergipana de Obras Públicas (Aseopp), em parceria com diversas empresas que executam e participam de licitações de obras públicas em Sergipe, formou um grupo de trabalho com objetivo de discutir fatores que interferem na formação de preços no quesito orçamento. Essas empresas buscam encontrar diretrizes para sanar o grande percentual de diferença que existe entre o preço real e o preço orçado em uma construção.
De acordo com o gerente de orçamentos de uma construtora de grande porte de Aracaju, Alexandre Carvalho (foto), muitos órgãos que lançam licitações de obras públicas não sabem o custo real de uma construção por não existir um critério especifico para a captação desses valores, o que leva muitas empresas que desenvolvem esse tipo de trabalho a não participarem de licitações, ou em muitos casos deixando a obra sem conclusão.
Ainda de acordo com Alexandre Carvalho, existe um percentual de 15% a 20 % para menos, entre os valores que são orçados pelos órgãos públicos e o custo real de uma obra, fator que gera prejuízos para as empresas executoras dos serviços, sociedade e governo.
“Estamos lutando pelo preço justo das obras, pois com isso evitamos que obras seja entregues fora prazo previsto e executadas com materiais de péssima qualidade. Eliminando fatores como esses a sociedade poderá usufruir de construções de qualidade e não haverá desperdício do dinheiro público”, afirmou.
O grupo, que se reúne semanalmente, é formado pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Departamento Estadual de Infra-Estrutura Rodoviária de Sergipe (DER), Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e Caixa Econômica Federal. Já foi formulado um primeiro relatório para entregar ao Tribunal de Contas da União e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, órgãos que poderiam intervir nos critérios de elaboração dos valores orçados pelos órgãos públicos, em comparação aos custos reais das construções.

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