Emsurb dá 72 horas para retirada dos ambulantes do Huse
Cotidiano 14/08/2017 14h03 - Atualizado em 14/08/2017 19h24Por F5 News
Os ambulantes que comercializam na área externa do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju, têm até a próxima quarta-feira (16) para sair do local. O prazo de 72 horas para a retirada dos vendedores terminaria nesta segunda-feira (14), mas a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) afirma que será contado a partir de hoje.
Segundo a empresa, os ambulantes não estão cadastrados na Emsurb e são proibidos de comercializar na área. Na sexta-feira da semana passada, eles receberam o comunicado de que deveriam deixar o local. A Emsurb afirma que essa é uma ação pontual, solicitada inclusive pela própria diretoria do hospital, e que não vai oferecer outra área para os comerciantes.
Questionado se a autarquia vai realizar o cadastramento dos ambulantes, o assessor de comunicação Augusto Aranha afirmou que isso só deve ser feito após a conclusão do recadastramento que teve início no mercado Albano Franco.
“Para que a gente dê autorização de comercialização de novos ambulantes em espaço público, vamos esperar a conclusão desse trabalho. Vamos estender o recadastramento ainda para outros mercados e depois iremos para a rua. Após a conclusão, iremos ver quem pode receber autorização”, diz o assessor.
Ao todo, 13 vendedores comercializam na calçada do Huse há anos e são um alívio para pacientes e acompanhantes que chegam do interior do estado e não têm onde se alimentar. Sem os vendedores, as pessoas teriam que sair do hospital e ir até a Rodoviária José Rollemberg Leite, que fica há alguns metros. Sem ideia de para onde vão, os ambulantes planejam formar uma comissão para tentar uma reunião com o presidente da Emsurb, Luiz Roberto.
“Queremos tentar convencê-lo que somos trabalhadores, não podemos deixar nossas famílias desamparadas e precisamos do nosso trabalho. Queremos pagar nossos impostos e trabalhar. Essa medida não é judicial, então, nesse caso para que deixássemos o local deveríamos ser remanejados para outro local. Por exemplo, tem uma praça em frente ao hospital, onde só se aglomeram pedintes, drogados, mas que poderia ser usado para os ambulantes”, sugere o vendedor Marcos.
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