Encontro discute índices de Sífilis e outros indicadores em saúde
Cotidiano 10/04/2015 15h45

Gestores municipais integrantes de programas, coordenações, diretorias e serviços que compõe a Saúde de Aracaju estiveram reunidos na manhã da sexta-feira (10). A reunião foi conduzida pela Assessoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Asplandi) e abordou a formação de grupos de trabalho voltados para executar medidas necessárias para melhorar indicadores em saúde pactuados pelo Município. Os indicadores são dados e informações coletadas e avaliadas que são usadas como diretrizes e metas para indicar e avaliar a qualidade dos serviços do SUS que são ofertados à população.  

Durante a manhã de atividades foram debatidos vários indicadores. Logo no início do encontro, servidores conferiram os panoramas relativos ao ano de 2014 como 106 casos registrados de Sífilis Congênita, e um total de 79 óbitos relacionados ao Diabetes, 262 ao Câncer, 37 ocasionados por doenças do aparelho circulatório e 309 por doenças respiratórias.

A médica e membro do Comitê de Mortalidade Materno-Infantil, Ângela Marinho Barreto Fontes, debateu informações sobre óbitos maternos, infantis e fetais investigados no ano passado e enfatizou a importância de melhorar os números. “Óbitos maternos, por exemplo, são evitáveis. As informações que apresentamos são fruto de investigações epidemiológicas necessárias para conhecermos os motivos dos óbito identificarmos as dificuldades e pontos a melhorar na assistência”, disse.    

“Lembramos que a mortalidade materna, por exemplo, indicador de grande peso, pois até mesmo a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece que uma mãe que morre significa o risco de desestruturação de uma família e que afeta também os cuidados prestados as crianças”, acrescentou Ângela Marinho.

A coordenadora do Programa de DST/Aids de Aracaju, Débora Oliveira, também participou da reunião e elogiou a explanação que foi feita sobre Sífilis Congênita no Município. “É um problema de saúde pública relevante, pois interfere na gestação e no nascimento. A questão envolve não só atuação do Programa DST/Aids como outras frentes como a Saúde da Mulher, do Homem, o serviços nas Unidades de Saúde. Hoje a Sífilis Congênita pode ser prevenida, ofertamos o teste rápido para diagnostico inclusive durante os exames do pré-natal para a mulher e para o pai. O tratamento é simples e ofertado em todas as Unidades de Saúde”, enfatizou.   

A coordenadora da Assessoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional Iara Verônica destacou que o objetivo dos encontros foi apresentar para os gestores os números para posteriormente pensar os processos de gestão e uma proposta de solução em rede. “O que queremos é combater os problemas, melhorar a assistência, trazer uma resultado para a população, isto, é fazer com que o cidadão de todas as idades venha ater mais saúde”, disse. A técnica reforça que nas próximas semanas os encontros seguirão acontecendo para em seguida serem feitas aberturas de grupos de trabalho voltados para executar medidas.

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