Encontro no MPE discute política estadual de ensino inclusivo
Cotidiano 27/08/2014 13h15Por Aline Aragão
O I Encontro de Ensino Inclusivo do Estado de Sergipe, promovido pelo Ministério Público Estadual (MPE), foi realizado nesta quarta-feira (27) e reuniu além de autoridades, professores, diretores e pessoas ligadas à educação da pessoa com deficiência. O vereador Lucas Aribé (PSB), primeiro vereador com deficiência visual de Aracaju, fez a abertura do evento tocando ao piano o hino nacional Brasileiro.
Para o parlamentar, a realidade hoje, no estado, é bem diferente de 10 anos atrás. Ele explica que os investimentos contribuíram com um avanço nas políticas de inclusão. “Hoje nós temos as salas de recursos multifuncionais que estão preparadas para receber esses alunos, temos também professores capacitados através de cursos de formação continuada”, comenta e reconhece que ainda falta muito para se alcançar o objetivo. “Continuamos subindo cada dia um degrau em busca da tão sonhada e falada educação inclusiva”, afirmou Aribé.
Lucas disse também que esses eventos são importantes por abrir o debate sobre as questões atuais e os desafios para os próximos anos. “É importante debater e acompanhar a evolução da educação em busca da realização desse sonho.”, declarou.
Segundo a promotora de justiça Berenice Andrade Melo (foto ao lado), que também é diretora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos, que organiza o evento, o objetivo do encontro é promover, conscientizar e capacitar o público alvo, para que se consiga implantar no estado uma política de inclusão eficiente. “Os alunos com deficiência precisam de uma a educação e ensino igualitário, no mesmo local dos demais, através do atendimento educacional especializado, com técnicas e recursos multifuncionais, que garantam o direito a igualdade e a dignidade.”, salientou a promotora.Entre os palestrantes estava a pedagoga pernambucana, Rejane Maia ((foto abaixo), que apresentou o relato de uma experiência bem sucedida no estado de Pernambuco. Ela explica que a escola tem que preparar uma grande rede de suporte para que essa inclusão seja de fato aquilo que o aluno com necessidades especiais precisa. Oferecendo um espaço rico de interação e de possibilidades justas e igualitárias de construção do conhecimento.
“Acima de todo é preciso ter uma equipe preparada dentro da escola, desde os professores, mas também funcionários, equipe de coordenação, a família de um modo geral, e todos os alunos não especiais. É preciso uma gestão de referência, mobilizadora das participações de todos nesse grande movimento em prol de uma causa tão justa que é a inclusão.”, ressaltou Rejane.

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