Engenheiro põe em xeque confiabilidade de projeto ambiental
Presidente da Adema segue exigindo estudo ambiental Cotidiano 06/06/2013 15h36Por Mirella Mattos
“É muito otimista se pensar em fazer um estudo de impacto ambiental em apenas um ano”, declarou Armando Bezerra, um dos engenheiros responsáveis pela elaboração do projeto de obra de contenção da avenida Beira Mar – aprovado ainda na gestão de Edvaldo Nogueira – sobre o estudo ambiental que vem sendo empreendido para confirmar a urgência da obra.
Segundo o engenheiro, indepententemente do tipo de estudo é necessário ter uma extensa coleta de dados, englobando um intervalo que cubra todos os eventos. “Todo modelo tem que ser alimentado por dados. E tem que ter uma massa de dados e isso é temporal. Quanto mais longo for esse intervalo de observação, mais confiáveis são os dados”, disse.
Entretanto, Bezerra se diz ciente da urgência para a realização da obra. “Existe a emergência para se fazer essa obra porque se aquela murada for embora, a 13 de Julho se transformará em uma Praia do Saco.O risco não é apenas na Beira Mar, mas em todo o bairro 13 de Julho. Há também risco para o bairro São José”, explicou.
Audiência de conciliação
O secretário de Meio Ambiente de Aracaju, Eduardo Matos e o presidente da Adema, Genival Nunes, voltaram a se encontrar na manhã de hoje (06) para discutir a caracterização de emergência da obra de contenção na avenida Beira Mar. Dessa vez, em uma audiência de conciliação, na 3ª Vara Cível, no Fórum Gumercindo Bessa.
Na audiência foram apresentados o projeto de contenção, elaborado em 2012, pelos engenheiros Armando Bezerra e Demóstenes Cavalcanti e o estudo de impacto ambiental, contratado pela atual gestão.
O secretário Eduardo Matos, mais uma vez, fez um alerta para os riscos de acidente na área e danos à vida dos transeuntes que diariamente circulam pelo local. “O que nós esperamos obter é a caracterização de urgência da obra. Conseguindo isso, resolveremos o problema o mais rápido possível a fim de de causar o mínimo de transtorno para a população”, declarou.
O presidente da Adema, Genival Nunes, deixou claro que segue trabalhando com a hipótese de que a aprovação do estudo ambiental é pré-requisito. “- Evidentemente com decisão judicial não se discute, a gente vai ver o que vai se desenrolar. O estudo ambiental tem que ser apresentado e analisado pelo órgão ambiental, que vai dizer se é possível ou não o licenciamento”, finalizou.
Imagens: CREA/SE e Mirella Mattos
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