Entenda como o dólar influencia na sua vida e na economia brasileira
Cotidiano 02/11/2015 12h31

Da Redação

Em um dia de turbulências no mercado interno e externo, a moeda norte-americana fechou em alta na última sexta-feira (30). O dólar subiu 0,2%, a R$ 3,8628 na venda, após cair 1,68% na véspera.  Na semana, a moeda caiu 0,71%.

Após atingir a marca dos R$ 4,24 no mês de outubro, o dólar acumulou queda de 2,58%, após três meses seguidos de alta, mas a verdade é que a moeda está quase R$ 1,50 mais cara do que há um ano. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta já é de quase 65%. Só neste ano o aumento é de 45%. Mas afinal de contas, o que você tem a ver com isso? Quais as causas e por que o governo brasileiro luta para manter a estabilização da moeda norte-americana e a nossa moeda desvalorizada?

A economista Renata Barreto explica que consumimos diariamente produtos que podem ter sido feitos com materiais ou matéria-prima trazidos do exterior e, por isso, são impactadas diretamente e indiretamente pelo preço do dólar. “Isso inclui até mesmo o nosso tradicional pão francês, já que boa parte do trigo utilizado para produzi-lo (mais precisamente 60%) vem do exterior. Peixes, vinhos, remédios, eletroeletrônicos, roupas, sapatos, automóveis, passagens aéreas, tudo isso é afetado diretamente pela alta do dólar, pois possuem componentes importados ou são totalmente importados”, exemplifica.

A especialista ainda acrescenta que também há forte impacto no setor de energia, pois hoje o Brasil importa 50% de gasolina e gás natural consumidos internamente. Quando há aumento generalizado de preços, surge a inflação, responsável por diminuir ou aumentar o poder aquisitivo do consumidor.

“Imagine que você tem um salário de R$1000 e que gasta R$200 por mês no supermercado. Se os preços dos produtos que você consome subirem e o seu gasto com supermercado for para R$ 250 ao mês, isso significa que você perdeu seu poder de compra ao gastar mais pelos mesmos produtos e reduzindo o que sobra do seu salário que será destinado a outras coisas”, explica Renata Barreto.

A tendência, segundo analistas, é que a moeda dos EUA permaneça num patamar mais elevado diante do cenário político e econômico conturbado e das incertezas sobre o ajuste fiscal das contas públicas brasileiras.

A situação atual do Brasil afeta a todos nós e é muito difícil fugir dela, mas é preciso ter consciência de que essa realidade está na rotina de todos os brasileiros e é possível tomar providências para minimizar seu efeito. “É inevitável ajustar nosso orçamento e nos adequar ao aumento dos preços que vem acontecendo de uma forma generalizada, até mesmo antes da aceleração do dólar”, alerta Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil. Abaixo, quatro recomendações para minimizar os efeitos nocivos da alta do dólar na sua vida financeira:

Infográfico: Portal Meu Bolso Feliz/elaborado em outubro de 2015

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