Entidades e movimentos protestaram em frente da Câmara Municipal
Cotidiano 07/05/2013 18h53Por Sílvio Oliveira
Um caixão, flores e vela foram expostos do lado de fora da Câmara de Aracaju, na tarde desta terça-feira, 07, em memória aos 15 vereadores e ao prefeito, João Alves Filho, que se posicionaram a favor do aumento da tarifa de ônibus em Aracaju, no dia 10 de abril. O protesto ocorreu nesta terça-feira porque o Projeto de Lei retornou à Casa do Legislativo Municipal e entrou na pauta de votação.
Na parede da Câmara Municipal de Aracaju, um placar foi estendido para exibir quem votou a favor do projeto, considerado pelos manifestantes como um “assalto à população”. A cada nome lido de vereadores favoráveis, vaias e gritos.
Para Demétrio Varjão, um dos representantes do Movimento Não Pago, uma carta aberta foi entregue aos vereadores e ao prefeito de Aracaju, mas, mesmo assim, não obteve resposta. “Continuam votando contra o povo”, afirmou.
A Central Única dos Trabalhadores também participou da mobilização e se posicionou contra o aumento, defendendo a continuação do congelamento da tarifa. “Fizemos uma planilha para mostrar que há erros no estudo. Continuam colocando itens que não existem, superfaturando outros e os vereadores irão votar mesmo assim”, afirmou Professor Dudu, presidente da CUT/SE.
O vereador Iran Barbosa (PT) foi o único que compareceu à frente da Câmara de Vereadores, até porque já se posicionou contra o aumento. Ele explicou que uma nova planilha foi entregue pela Prefeitura Municipal de Aracaju, contendo correções em somas e que, mesmo assim, não sofreu alteração no valor final do aumento proposto, de R
$ 2,25 para R$ 2,43.São mais de 520 ônibus circulando em Aracaju, para atender a 300 mil usuários. Atualmente a passagem cobrada é de R$ 2,25. A Superintendência Municipal de Trânsito de Transporte (SMTT) quer um aumento de 8%, o que equivale a R$ 2,43.
Terceira vez
Na primeira vez que foi posto à votação, o Projeto de Lei que aumenta a tarifa do transporte de R$ 2,25 para R$ 2,43 foi aprovado por 15 votos a 7. O vereador Emerson Ferreira (PT) entrou com um Mandado de Segurança alegando que a propositura deveria ser de autoria da Prefeitura e não do Legislativo.
A desembargadora Susana Carvalho concedeu liminar favorável, entendendo que o projeto aprovado pela Câmara Municipal continha vícios formais.
A Prefeitura Municipal enviou um novo Projeto de Lei para apreciação da casa na quinta-feira passada, 02, mas não foi votado. A maioria dos vereadores da situação deixou o plenário. Com isso, não houve quorum suficiente para que o projeto fosse apreciado e votado. “Esperamos que nesta seja votado”, afirmou Vinícius Porto (DEM), presidente da Câmara Municipal.
Fotos: Sílvio Oliveira
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