Escola na zona norte de Aracaju é arrombada três vezes na mesma semana
Cotidiano 14/07/2014 13h00

Por Elisângela Valença

O Colégio Estadual José Alves do Nascimento, no bairro Coqueiral, em Aracaju (SE), foi roubado três vezes só na última semana. Os vândalos levaram equipamentos didáticos e destruíram a sala da direção.

Segundo a diretora da escola, Nádia Costa, no feriado (8), a Sala de Recursos Multifuncionais, onde acontecem atividades de educação especial, foi arrombada. Os ladrões arrebentaram uma grade, quebraram o vidro do basculante de uma sala de aula para entrar na escola, arrombaram a porta da Sala de Recursos e levaram brinquedos e instrumentos musicais, como jogos, flautas e pandeiros.

“Pelas imagens das câmeras de segurança, percebemos que eram adolescentes que mal devem ter 13 anos de idade, são da comunidade, mas não são alunos da escola”, disse a diretora.

No sábado (12) à tarde, os garotos voltaram à escola, danificaram a fiação das câmeras de segurança, quebraram o cobrogó de concreto da Sala de Recursos, bagunçaram tudo e saíram. Quebraram o cobrogó do almoxarifado e tiraram ferrramentas de jardinagem, que usaram para arrombar a direção. De lá, levaram cinco notebooks, duas filmadoras e duas câmeras fotográficas.

“Comecei a trabalhar aqui em 2009, como professora, e assumi a direção em janeiro deste ano. Sempre tivemos casos de furtos, um equipamento ou outro que ia desaparecendo. Mas uma situação deste tamanho é a primeira vez”, disse a diretora.

“Acionamos a polícia, que disse não ter muito o que fazer, mesmo eu tendo informado que encontramos um mancha de sangue que na quadra. Imagino que tenham se machucado muito feio, porque tinha muito sangue”, comentou Nádia. Na escola, foi possível encontrar ainda uma faca peixeira e fiação dos equipamentos roubados em meio ao matagal, além de cacos de vidro e o cenário de destruição nas salas arrombadas.

Já no domingo (13), a equipe diretiva esteve na escola para averiguar a situação. “Saímos daqui às 15 horas e o vigilante chegou às 18h [o horário de trabalho dos vigilantes é das 18h às 6h]. Neste intervalo, eles entraram aqui novamente e terminaram de bagunçar tudo. Tentaram até tocar fogo no banheiro da  sala da direção”, contou. “O vigilante ainda chegou a correr atrás deles, mas não conseguiu alcançá-los”, acrescentou.

Realidade

A falta de segurança é uma constante no bairro e tem se tornado rotina na escola. “Neste final de semana, decidimos, direção e professores, somente retomarmos as aulas quando tivermos uma segurança efetiva na escola. Como a secretária [de Estado da Educação, Hortência Araújo] nos garantiu que teremos isso, retomaremos nossas atividades normalmente na quarta (16)”, informou.

Segundo alunos que, apesar das férias, foram à escola jogar bola na quadra, a violência faz parte do cotidiano deles. A situação precária também. “A escola é um matagal só. É cavalo pastando pelo pátio, rato passando pela quadra, tudo quebrado”, disse um deles.

“Já houve um tempo que uma viatura fazia ronda constante por aqui, mas não temos isso faz tempo”, disse outro aluno. “O que a gente tem já não é tão bom e outro ainda vem e quebra e rouba o pouco que tem. É revoltante”, disse um terceiro aluno.

Segundo a diretora Nádia Costa, a escola hoje funciona dentro da capacidade máxima, com 1112 alunos, distribuídos nos três turnos, entre ensinos fundamental, médio e de Jovens e Adultos. No bairro, há mais uma escola estadual e outra municipal. “Seria necessária pelo menos mais uma escola dessa para atender à demanda da comunidade, que há previsão de aumentar ainda mais quando finalizarem e entregarem o novo conjunto que está em construção com 200 casas”, comentou.

A diretora disse ainda que a escola mantém uma boa relação com a comunidade. Além de abrir a escola para atividades, como chá de bebê, aniversário, ainda acontece o projeto Escola-Comunidade durante os finais de semana, com oficinas para todos, de crianças a adultos, como capoeira, dança, música, artesanato.

A Secretaria de Estado da Educação (SEED) foi consultada através da Assessoria de Comunicação, que informou que, na última sexta (11), enviou uma equipe de manutenção para fazer alguns reparos na escola e já agendou para executar a capinagem. Quanto ao furto ocorrido no último sábado, o vigilante ao perceber o roubo,  chamou imediatamente a diretora da escola que comunicou o ocorrido à polícia que já está fazendo a investigação.  

 

 

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