Especialista defende desenvolvimento da inteligência emocional dos alunos
Cotidiano 11/09/2017 14h46 - Atualizado em 12/09/2017 08h50Por Will Rodriguez e Aline Aragão
Lembrar-se de um caso de violência em instituições de ensino em Sergipe não é tarefa difícil. O problema dos gestores educacionais tem sido controlar esse fenômeno social de maneira adequada. Um seminário realizado em Aracaju nesta segunda-feira (11) discutiu como a educação emocional pode auxiliar na redução de violência e melhora dos índices de aprendizagem. O encontro foi promovido pela Secretaria da Educação de Aracaju.O professor João Roberto de Araújo, da Universidade de São Paulo (USP), fez palestra durante o seminário e destacou que, após avaliar a influência da violência nas habilidades cognitivas, é preciso fazer intervenções junto aos educadores e familiares dos alunos com disfunções, tornando-os capazes de disseminar uma cultura de paz.
“Uma cultura de paz não vamos conseguir só com a Polícia e a Justiça. Elas são o remédio para reduzir a febre, mas não resolve o problema em suas raízes. Para dar uma resposta que em 10 anos a gente tenha outra sociedade, é preciso que a violência seja enfrentada com educação. O que estamos propondo é que a escola deve não só educar para o intelecto, a escola precisa educar para a vida. Hoje, as emoções são barradas no portão da escola”, disse o professor José Roberto.
O especialista é responsável pela metodologia Liga Pela Paz, ferramenta pedagógica qualificada pelo Ministério da Educação (MEC) e aplicada em 19 estados brasileiros para aproximadamente 600 mil alunos. Segundo ele, o programa quer ensinar os alunos a gerenciar as emoções, pensar antes de agir e se colocar no lugar do outro.
“A violência está relacionada à forma como lidamos com as emoções, mas até uma emoção de raiva ou ciúme, por exemplo, pode se transformar num comportamento construtivo. Você pode sentir ciúme e, se for alfabetizado emocionalmente, vai lidar com ela de modo a melhorar”, apontou Roberto.
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O professor enfatizou que estudantes emocionalmente alfabetizados têm menos probabilidade de apresentar problemas e dificuldades ao longo da vida. No caso do método desenvolvido, as melhoras chegam a 30%. “(A proposta) é ensinar as pessoas pedagogicamente como as emoções são ativadas, como se manifestam no corpo. Ter consciência disso ajuda muito a regular essas emoções para um comportamento construtivo”, afirmou.
Como resultado do seminário, a Secretaria espera sensibilizar os educadores para que as experiências sejam ampliadas nas unidades de ensino de modo, de modo que a educação emocional se torne realidade na rede pública municipal.

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