Esposa de PM morto a pauladas diz que foi motivada por vingança
Mulher é apontada como mandante do crime que ocorreu em Porto da Folha Cotidiano 29/09/2015 09h26Por Will Rodrigues
A morte do policial militar reformado José Alves Correia, 53 anos, foi arquitetada por sua própria esposa, Albertina Maciel Faustino Correia, 47 anos, motivada pelo desejo de vingança. Ao ser apresentada pela Polícia Civil nesta terça-feira (29), a mulher disse que era agredida constantemente pelo companheiro e no dia 13 de agosto deste ano resolveu dar cabo à história. José Alves foi assassinado a pauladas enquanto dormia em sua residência no povoado Boa Vista, cidade de Porto da Folha, no Sertão de Sergipe.
“Eu vivia sob ameaça, sendo espancada e era constantemente ameaçada, desprezada. Ele sempre dormia fora de casa, gostava de mulheres casadas, mas eu agi por impulso, não planejei nada, foi o meu genro”, afirma Albertina.
Para a Polícia, no entanto, as supostas agressões não justificam o crime, classificado como homicídio qualificado, por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima.
“Ela prometeu três mil reais aos executores como recompensa, mas esse dinheiro não foi efetivamente pago. Os homens foram ao local em uma motocicleta locada em Cumbe. Ela manteve contato (indicando o melhor horário) para que a vítima fosse encontrada desacordada. Ela mesma deixou a janela aberta e entregou a arma para que a vida do policial fosse ceifada”, detalha o delegado geral da Polícia Civil, Everton Santos.Além de Albertina, outras duas pessoas estão presas. O mecânico José Caetano da Rocha, 33 anos, apontado como participante da execução e um receptador do celular da vítima, que foi levado pelos homens após a ação para simular um latrocínio (roubo com morte). Este segundo não foi apresentado.
“Ele (o genro) sempre me chamava para cometer o crime, mas eu sempre dizia “venha trabalhar comigo, isso você não quer, mas um dia de domingo estávamos bebendo e por acaso eu estava lá na hora (do crime)”, justifica José Caetano.
A Polícia ainda procura outros dois homens que estariam envolvidos, o genro de Albertina, apontado como executor, e um rapaz que teria participado do planejamento do crime. “Já temos a confissão dela e de um dos autores e agora vamos em busca da elucidação total do crime, prendendo o outro executor”, finaliza o delegado geral da PC.

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