Estudantes desenvolvem conhecimento científico em Aracaju
Cotidiano 28/10/2017 10h31 - Atualizado em 28/10/2017 13h33Por Nathália Passos e Saullo Hipolito*
A 7º edição da Feira Científica de Sergipe, realizada no Centro de Vivência da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristovão, Grande Aracaju, reuniu esta semana estudantes de diversas escolas públicas e privadas do estado. Com o tema “A matemática está em tudo”, o evento integrou a Semana Nacional de Ciências e Tecnologia (SNCT), coordenada pela Associação Sergipana de Ciência (ASCI).
A feira movimentou a universidade com mais de três mil pessoas, com o objetivo de aproximar a população de temas relacionados à ciência de forma lúdica, com apresentações artísticas e experimentos científicos.
Ao todo, foram expostos 241 trabalhos de divulgação institucional, popularização da ciência, além de apresentações de bolsistas do Programa de Iniciação Cientifica Júnior (PibicJr) e de educação básica.
De acordo com Eva Maria, que faz parte da equipe de coordenação do evento e é professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS), a maioria dos trabalhos foi feito por professores, juntamente com seus alunos da educação básica, durante todo o ano.
“Esses alunos e professores da educação básica, das redes estaduais e municipais, vêm de todos os municípios de Sergipe para apresentar os trabalhos. A feira contempla todas as áreas do conhecimento, os trabalhos vão do português aos compostos químicos”, ressalta.Segundo Ivanete Batista, professora do Departamento de Matemática da UFS, o intuito é promover uma aproximação entre a matemática e práticas diferenciadas, permitindo a associação com os conteúdos matemáticos pelos alunos. “Acho que todo mundo tem a clareza que a matemática está em tudo, e nós estamos aqui para mostrar isso. Inclusive, temos um projeto itinerante para o ensino de matemática, onde o grupo visita escolas para divulgar práticas para utilização de jogos e recursos manipuláveis”, afirma a professora.
Iniciação Científica
A professora Eva Maria está no programa de iniciação cientifica júnior desde 2003. Segundo ela, muitos estudantes que começam a iniciação científica no ensino médio se apaixonam pela pesquisa e continuam ao ingressar no ensino superior.
“O envolvimento dos alunos da educação básica é emocionante, pois começam com o professor em suas escolas e muitos querem continuar os estudos. É um grande incentivo e o governo parou de abrir editais, isso não poderia acontecer”, afirma.
A estudante do Colégio Professor Romero Dantas Josefa Gilvanda de Moura, 17, é bolsista PibicJr. Ela ganha R$ 100 por mês, para realizar um projeto anual, que desmitifica o tão temido Aedes aegypti.
“Acredito que o Aedes aegypti é um objetivo de pesquisa muito importante, pois ele tem um equilíbrio ambiental muito grande. Meu projeto é para desconstruir aquela ideia que ele é 100% malvado, pois é uma mentira, e mostrar que o mosquito é parcialmente culpado. Busco através do artigo mostrar ao leitor que tem como, sim, melhorar a situação”, afirma a estudante.
De acordo com ela, a iniciação cientifica é um desafio, por ingressar em um meio desconhecido até então. Mas a experiência vivida nesses oito meses tem valido a pena. “Ser cientista junior é incrível porque temos que aprender esse meio e saber desenvolver uma pesquisa escrita, o que não é fácil”, diz.
Outro exemplo é Elis Regina, aluna de doutorado de Geografia da UFS. Ela faz um projeto em parceria com o Colégio Estadual Hamilton Alves Rocha, o Colégio Estadual Alencar Cardoso e os alunos do Pibic da UFS. “Trabalhamos com as matrizes energéticas, fazendo um comparativo de eficiência e analisando as vantagens e desvantagens de cada usina”, diz.
Segundo Elis, a partir desta pesquisa, foi possível verificar a possibilidade de se trabalhar com fontes de energias renováveis – a solar, que é uma tendência do nosso país, e a eólica. “Claro que colocamos todos os pontos. Por mais que seja uma energia limpa, ocorrem alguns impactos ambientais”, afirma Elis.
*Sob supervisão de Fernanda Araujo
Fotos: Saullo Hipolito

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