Ex-mulher de foragido da DAGV Fernando Collor teme pela vida da filha
Homem é condenado por estuprar a filha quando ela tinha dois anos
Cotidiano 29/11/2014 07h00

Por Fernanda Araujo

Almers Lenon Santos Calazans (foto), que completará 27 anos e é acusado de ter estuprado a própria filha de dois anos, foi condenado há oito anos de prisão, em regime fechado. A condenação só saiu esse ano porque ele estava recorrendo em liberdade. O crime aconteceu em 2008 e ele estava preso desde o dia 12 de junho deste ano. Lenon é um dos fugitivos da Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), que fica no conjunto Fernando Collor, na cidade de Nossa Senhora do Socorro, Grande Aracaju. Ele e outro preso, acusado de violência doméstica, fugiram na madrugada do dia 16 passado e ainda não foram recapturados.

Indignada com a fuga, a ex-mulher e mãe da criança procurou F5News para divulgar a foto do acusado com o objetivo de que ele seja preso o mais rápido possível. Ela, que não quis ter seu nome citado, tem receio que Lenon volte a procurá-la e a agredir a ela e sua filha. “Nós já estamos separados há sete anos. Ele foi condenado e não tinha sequer sido transferido ainda”, critica.

Segundo ela, o crime foi descoberto quando a menina relatou o fato a uma professora na escola. Além disso, Almers Lenon tem histórico de agressão contra a esposa à época. Ela conta que nos últimos dois anos de casamento Lenon passou a agredi-la, motivo que levou à separação. “Fiz denúncia, mas naquele tempo não existia apoio como hoje. A Maria da Penha era muito recente e os próprios policiais não davam instrução de como proceder quando fui prestar queixa. Ele foi inocentado do processo, pois eu não havia feito exame de corpo de delito”, afirma.

Enquanto eram casados, ela nunca imaginava que o ‘amor de sua vida’ pudesse cometer um crime dessa natureza. “Quando nos separamos ele pegava minha filha a cada 15 dias, mas isso só durou dois meses, num final de semana, depois que ela havia ficado com ele, ela chegou à escola contando que o pai tinha feito coisas feias com ela, depois disso fizemos exame, denunciamos na delegacia e no MP”, relata.

A criança mudou de escola, precisou de acompanhamentos psicológicos da Justiça e particular, e só quando completou sete anos de idade foi liberada. Como é de se imaginar, a menina ainda lembra-se do fato e sente raiva e medo do pai. Desde a denúncia à Delegacia de Grupos Vulneráveis ao Ministério Público, a ex-mulher relata ainda que o criminoso fez ameaças.

“Ele ameaçou me bater, disse que iria me fazer arrepender. Durante todos esses anos eu fui atrás da justiça sempre e a condenação só saiu por que eu fui pessoalmente atrás. Mesmo sem recursos fui atrás dos desembargadores para esclarecimento, pedi que julgasse o quanto antes. Se não fosse por esforço meu, talvez ainda não tivesse sido nem julgado”, afirmou.

Desde a fuga Lenon não chegou a fazer contato com a ex-mulher. Ela imagina que ele deve ir ou já foi para Salvador (BA), onde a mãe mora. “O meu maior medo é que ele vá atrás da minha filha, na escola, por exemplo”.

Quem souber informações sobre o paradeiro do foragido, ligue para o Disque-Denúncia (181).

Fotos: arquivo pessoal da entrevistada

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