Ex-prefeito de Lagarto nega acusações do Ministério Público
Cotidiano 02/12/2014 18h00

Da Redação

A 1ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Lagarto e Curadorias de Defesa do Meio Ambiente e Urbanismo e do Patrimônio Público, Social e Cultural ajuizaram Ação Penal Pública Incondicionada em face de 17 pessoas, entre elas, servidores públicos, empresários e artistas suspeitos de fraudar contratos para a realização de shows no Município de Lagarto, no ano de 2009.

Segundo o promotor de Justiça Antônio César Leite de Carvalho, o contrato fraudulento foi firmado na gestão do então prefeito de Lagarto José Valmir Monteiro (foto), tendo com secretário de Esporte e Lazer, Ibrain Silva Monteiro, e membros da Comissão de Licitação, Alba Maria Leite Menezes, Josefa Elza Santos Batista e João Pedro Filho, através de procedimento administrativo de inexigibilidade com a empresa Comercial Popeye e Eventos Ltda.

Na ação a promotoria apresenta discordância entre valores e diz que houve lesão ao erário, enriquecimento sem causa e ilícito, além de desobediência à Lei de Licitações,

Procurado por F5News o ex-prefeito Valmir Monteiro diz que tem a consciência limpa de que fez tudo certo e como a lei permitia. “Não sei qual o motivo desse promotor querer procurar fraude onde não existe, assim como eu, ele sabe que ações como essas já foram transitadas e julgadas pelo STF e nada foi provado, porque não existe. Ele deveria se preocupar com os desmandos da atual gestão”, disse.

Monteiro afirmou que o promotor está querendo tabelar os valores dos artistas, o que não é praticado. “Os artistas não têm preço tabelado, o valor do sábado é um, do domingo é outro. Não dá para comparar o valor cobrado em São Paulo ou em Salvador, com o que é cobrado aqui, em cada lugar o mesmo artista cobra um preço diferente, já que incide distância, hospedagem e tantas outras despesas”, disse.

Sobre o fato de não contratar o show direto com o artista, o ex-prefeito disse que essa prática existe em todo lugar, que os artistas de renome nacional têm em cada estado representantes que são responsáveis por vender o show naquela região. “Não adianta eu ligar para o empresário de Leonardo e dizer que quero comprar o show, ele vai me mandar falar com o representante aqui, é assim que funciona, não existe favorecimento ou ato ilícito nisso, e ele sabe disso”, afirmou.

O ex-prefeito disse que não tem nada a temer e que irá aguardar a decisão do juiz. “Se o juiz acatar a ação, eu vou me defender, é só o que me resta”, disse.

Foto: Arquivo F5 News

*Com informações do MPE

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