Explosões em cash são atribuídas à falta de investimentos em segurança
Cotidiano 22/01/2014 13h00Por Laís de Melo
O ano mal começou e três cidades do interior de Sergipe tiveram caixas eletrônicos explodidos neste mês de janeiro. Moita Bonita, Siriri e Capela foram os municípios vítimas de assalto a bancos e a população é a maior prejudicada. O Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB) montou uma comissão e foi em cada local para avaliar qual a dimensão dos estragos causados nos prédios e prestar solidariedade aos trabalhadores, mas não são eles que estão assustados.
Segundo o presidente, José Souza, os funcionários dos bancos não sofreram nenhum tipo de trauma físico ou psicológico, porque a ação aconteceu durante a madrugada, porém as instituições são instaladas nas cidades onde, por consequência, famílias moram próximo delas, e são essas pessoas que sofrem as consequências. Um exemplo citado por ele foi das agências bancárias do Bradesco, que ainda em 2013 também sofreu explosão.
“Esse banco saiu espalhando várias agências pelas cidades, sendo instaladas em casas alugadas com uma estrutura que não demandou custos maiores, e essas casas são vizinhas de outras. Quando são explodidas, os vizinhos sofrem bastante. Pessoas idosas acordam durante a madrugada com um estrondo e chegam até a recorrer a medicamentos, de tão abaladas que ficaram”, revelou.
Para o Sindicato, os bancos estão se contentando com a legislação da década de 80, o que significa que já está ultrapassada, para não ter maiores gastos, além de deixar a responsabilidade apenas para os policias locais, que respondem pela segurança de forma geral.“As quadrilhas se atualizaram, hoje eles utilizam dinamite para estourar os caixas, e os bancos vivem de uma legislação defasada”, acrescentou.
José Souza reforçou que, para tentar solucionar os ataques a bancos, é preciso haver um maior investimento na segurança por parte dessas empresas. Cada máquina estourada significa a perda de cerda de R$ 30 mil, sem contar o prejuízo com o dinheiro roubado, além dos danos na estrutura física das agências.
A comissão continuará acompanhando e avaliando as ocorrências e posteriormente irá se reunir com os órgãos competentes para fazer uma avaliação geral sobre a situação, segundo Souza.
Foto: Isto é Sergipe

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