Fábrica de cimento: Petrobras aguarda estudo para liberar terreno
Cotidiano 12/04/2016 12h43

Por Aline Aragão

Em entrevista ao F5News na manhã desta terça-feira (12), o prefeito de Santo Amaro das Brotas (SE), Luís Herman (o Chileno), falou sobre a reunião com os diretores da Petrobras em Sergipe, e se mostrou entusiasmado com a sinalização para um ponto final no impasse para instalação da fábrica de cimento Apodi no município.

A reunião foi provocada após os santoamarenses fecharem o acesso à sede da estatal no bairro Siqueira Campos em Aracaju, na manhã da segunda-feira (11). “Esse não é o perfil do nosso povo, mas estamos de fora das discussões sobre o assunto; o governo não dava uma resposta, a Apodi também não, a única certeza que tínhamos era de que o município poderia perder a fábrica, essa foi a solução que encontramos para provocar o diálogo e, felizmente, deu certo”, comemora.

Chileno diz que a reunião foi muito positiva e que a Petrobras se colocou disposta a ajudar e colaborar para que a fábrica fique no município, principalmente por saber o que isso representa para a população. Porém precisa de estudos técnicos que garantam a segurança e que se prove que não irá prejudicar a produção de petróleo no local. “Nós estávamos no escuro, sem informação alguma, mas agora muita coisa foi esclarecida e isso nós mantém esperançosos”,afirmou.

O prefeito disse ainda que a reunião contribuiu para estreitar o diálogo com o povo e também desburocratizar o retorno de resposta, que durava entre 30 e 60 dias com o Governo e com a Apodi. “Ontem mesmo eles conversaram por e-mail com representantes da Apodi e foi marcada uma reunião para tratar sobre esse assunto, acredito que agora tudo será resolvido”.

Petrobras

Em nota enviada ao F5News, a Petrobras informou que “a área pleiteada pela empresa de cimento Apodi está situada numa concessão da Petrobras no Campo de Carmópolis, onde estão instalados três poços de petróleo (um em produção e dois inativos) e em cujo subsolo existe formação de petróleo e gás. Considerando que a atividade pretendida pela Apodi prevê o uso de explosivos (“plano de fogo”), existem riscos que evidentemente não podem ser desconsiderados para a convivência de ambas as atividades”. 

A nota rebate a afirmação de que a estatal não participa dos diálogos e acrescenta que participou de todas as reuniões para quais foi convidada. E confirmou a informação citada pelo prefeito de que é preciso um estudo técnico. “Ficou acordada a necessidade de realização de estudos técnicos, pela Apodi, que garantam as condições para a segurança operacional e das comunidades do entorno. Mas até o momento tais estudos não foram apresentados”.

Ainda de acordo com a nota, a Petrobras informa que continua aberta ao diálogo, na expectativa de que a solução técnica deverá ser plenamente alcançada.

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*Foto: ilustrativa/divulgação

 

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