Falta de medicação: a culpa é do Ministério da Saúde, diz Case
Segundo Secretaria da Saúde, MS envia para o Case menos de 30% de medicamentos solicitados para transplantados Cotidiano 04/10/2017 16h30Por F5 News
O problema da falta de medicação no Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case), para pacientes transplantados e renais crônicos, já foi mostrada diversas vezes por F5 News. Em resposta às inúmeras denúncias, Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou nesta quarta-feira (04) uma nota na qual diz que a responsabilidade por essa carência é do Ministério da Saúde (MS).
De acordo com a nota, o MS continua fracionando o envio de medicamentos para o Estado. Dos 17 mil remédios solicitados pelo Case para pacientes transplantados, de nome Tacrolimo, foram entregues no início desta semana à unidade apenas 5.600 medicamentos, ou seja, menos de 30% do que foi pedido.
Segundo Taís Andreza Costa, farmacêutica do Case, além da entrega atrasada e fracionada, o Ministério da Saúde ainda não forneceu o medicamento Everolimo, que também é para uso dos transplantados.
“Fizemos a solicitação dos dois medicamentos que são para os transplantados, mas o Ministério da Saúde só entregou 30% de um deles, o Tacrolimo, e ainda não forneceu o Everolimo, que continua em falta no Case. Sendo assim, estamos dispensando para os usuários uma quantidade de Tacrolimo suficiente para dez dias, ao invés de 30 dias, que é o ideal, medida adotada para não deixar ninguém sem este medicamento”, disse.
Ainda de acordo com ela, o MS informou que uma nova remessa dos medicamentos será enviada ao Case na próxima segunda-feira (09), e também no dia 24 deste mês.
Taís afirma que a compra e o fornecimento desses remédios são de responsabilidade exclusiva do Ministério da Saúde, cabendo ao Case, unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), somente a dispensação dos produtos.
“É de responsabilidade do Case apenas fazer a programação quantitativa dos medicamentos, que é feita sempre para os três meses seguintes, encaminhá-la ao Ministério da Saúde e fazer a dispensação dos produtos quando eles chegam à unidade. Então não é por falta de planejamento do Case que estão faltando os medicamentos, mas sim devido ao desabastecimento por parte do Ministério, que está afetando todo o país. Mas conforme os remédios forem chegando, iremos fazer a dispensação para os usuários”, informa a farmacêutica.
Quanto ao medicamento Alfaepoetina, destinado às pessoas com problemas renais e que também é fornecido pelo MS, a dispensação no Case já foi regularizada.
*Com informações da Secretaria de Estado da Saúde

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