Falta de transporte voltou a atormentar pais de criança com paralisia
Mãe espera contar com o benefícios, na próxima semana
Cotidiano 03/08/2012 16h22

Por Sílvio Oliveira

O drama de Wesley Lemos, 4 anos, voltou a incomodar os familiares, nesta sexta-feira (03). A criança tem paralisia cerebral e necessita ser transportada do povoado Lagoa dos Porcos, em Gararu (SE), até a sede do município para fazer sessões de fisioterapia três vezes por semana. O transporte da Prefeitura Municipal chegou a levar a criança e seus pais, na última quarta-feira (01), mas não foi buscá-los no dia seguinte, como estava acordado.

Judivan da Silva Melo, mãe do menino, disse que só pôde realizar o tratamento fisioterápico porque um outro carro do município deu carona. “Me arrumei (sic), esperei e o carro não veio. Olhe que solicitei com antecedência. Causa o maior transtorno, porque a gente fica esperando sem saber se vai chegar”, afirma.

Segundo Judivan da Silva, Wesley Melo nasceu normal, mas, há dois anos, apresentou vômitos, falta de coordenação motora e desmaios, sendo levado para uma clínica em Porto da Folha. Foram feitos vários exames, e um deles apresentou alteração, necessitando de uma consulta especial com o neurologista.

Para complicar a situação, a criança sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) quando estava em processo de tratamento, necessitando internamento no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju.

Os familiares, de imediato, solicitaram a ajuda do Grupo de Apoio à Criança com Câncer (Gacc), que viabilizou mais baterias de exames, inclusive ressonância magnética. Durante o processo de internamento, que durou mais de dois meses em 2011, o menino teve três paradas cardíacas, reagindo a todas elas.

Em julho de 2011, Wesley Melo teve alta do hospital e foi orientado a realizar sessões de fisioterapia três dias por semana. O tratamento fisioterápico é feito na própria cidade de Gararu, mas a família necessita de transporte por morar no povoado Lagoa dos Porcos. “O problema não era o tratamento, mas o transporte. A gente solicitava, passava para um setor, para outro. Desta vez solicitei e eles me enviaram. Vamos ver se amanhã [quinta-feira] vai aparecer”, afirmou.

Na Secretaria de Saúde de Gararu, a informação foi que a única pessoa que poderia falar sobre o caso era o secretário da pasta, Silvam Moura de Albuquerque, ausente naquele momento. O F5 News está a disposição para que a secretaria esclareça o fato.

Leia também:

Criança com paralisia cerebral volta a fazer fisioterapia em Gararu

 

Foto: GACC

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