Família cobra elucidação do crime contra líder do SOS Emprego Sergipe
Cotidiano 09/01/2018 12h20 - Atualizado em 09/01/2018 12h32

Por Fernanda Araujo

A morte de Clodoaldo dos Santos Melo, assassinado a tiros aos 41 anos na porta de casa na Barra dos Coqueiros, Grande Aracaju (SE), no dia 14 de dezembro passado, ainda não foi elucidada. Desde o crime já se passaram mais de vinte dias. Clodoaldo era um dos coordenadores do Movimento SOS Emprego Sergipe.

Os integrantes do movimento e familiares da vítima temem pela segurança e cobram resposta à Polícia Civil. O crime ocorreu no povoado Capuã, onde a vítima morava com sua família.

Em nota, o SOS Emprego afirma que a demora na prisão dos criminosos “e seus mandantes” é um risco permanente, “já que outros coordenadores também foram ameaçados”.

O irmão da vítima, Williames Santos Melo, que também integra o SOS Emprego, chegou a relatar que carros suspeitos teriam rondado a sua casa na semana em que Clodoaldo foi morto. A família também revelou que os celulares foram roubados por um grupo de homens armados que pediram apenas os aparelhos de Clodoaldo e de outras três pessoas ligadas a ele.

“Informações dão conta de que a movimentação suspeita de veículos (carros e motos) em torno de coordenadores do movimento voltou a acontecer. Mesmo com a divulgação do retrato falado de um dos suspeitos e do vídeo da fuga dos assassinos, ninguém foi preso. Enquanto espera por respostas, os membros do movimento e suas famílias convivem com o terror de que as ameaças sofridas sejam consumadas. Mas ainda assim não se intimidam”, diz na nota.

Clodoaldo era líder atuante junto ao SOS Emprego no município e, de acordo com as investigações, esteve engajado na busca por emprego para a mão de obra local, inclusive cobrando vagas de emprego na construção da Usina Termoelétrica Porto de Sergipe (UTE).

Em dezembro, os militantes realizaram um ato para cobrar celeridade nas investigações. O movimento promete, a partir deste mês, retornar à luta por emprego e realizar uma plenária estadual para cobrar a punição dos responsáveis pelo crime.

Segundo informações da diretora do DHPP, delegada Thereza Simony, passadas pela Secretaria de Segurança Pública, ainda não há novidades sobre o caso. A investigação, que iniciou no dia 15 de dezembro, está na fase de instrução, testemunhas ainda estão sendo ouvidas pela polícia.

Ainda de acordo com a delegada, o procedimento segue em sigilo e mais informações não podem ser repassadas para não atrapalhar a elucidação do crime. O prazo inicial para a finalização do inquérito é de 30 dias, podendo ser prorrogado.

O retrato falado de um dos suspeitos do crime e um vídeo da fuga dos assassinos foram divulgados no dia 22 de dezembro. A população pode ajudar com qualquer informação através do 181, a identidade não será revelada.

 

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