Família de menina com leucemia faz campanha para conseguir transplante
Cotidiano 14/11/2014 16h37

Por Aline Aragão

A pequena Maria Luíza (foto abaixo), a Malu, como é carinhosamente chamada por familiares e amigos, tem apenas dois anos de idade, mas já enfrenta uma dura batalha pela vida. Em junho deste ano, a garota precisou ser internada e foi diagnostico um tipo raro de leucemia, câncer que afeta a produção de glóbulos brancos. Malu precisou iniciar o tratamento quimioterápico imediatamente, mas só um transplante de medula óssea pode curá-la.

 

Há dois meses, Malu foi com os pais e a avó materna para o Hospital do Câncer de Barretos, em São Paulo. O local é referência no tratamento da doença e recebe pessoas de várias partes de país. Lá Malu continua em tratamento a espera de um doador compatível.

Como não foi encontrado em doador compatível entre os familiares mais próximos, a menina foi incluída em uma fila de espera para o transplante, a qual utiliza o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), para encontrar doadores compatíveis, a procura acontece também no  exterior.

Foi quando a família decidiu fazer uma campanha através das redes social, onde convoca amigos, parentes e toda a população a entrar na luta para salvar Malu. A campanha “Todos por Malu” incentiva o cadastro no Redome e a doação voluntária de medula.

Desde então, milhares de pessoas têm procurado os homocentros de Sergipe, Bahia e até mesmo de São Paulo para fazer o cadastro e ajudar com a campanha. No último dia 13, o Homocentro de Sergipe (Hemose), foi até a cidade de Tomar de Geru (foto ao lado), cidade natal dos pais de Maria Luiza, e durante todo o dia realizou o cadastro de centenas de pessoas que surgiram de várias partes da cidade e de cidades vizinhas.

Para fazer parte do cadastro de medula óssea, é preciso ter entre 18 a 55 anos e não possuir diagnóstico de doenças infecciosas. Também preenche o formulário com dados pessoais e a coleta de 5 ml de sangue. A amostra do sangue segue para exame de Histocompatibilidade (HLA) que vai fazer o cruzamento das características genéticas do sangue do candidato com os dados do paciente que aguarda o transplante.

Abrace você também essa causa, procure o homocentro mais próximo e seja doador voluntário de medula óssea e seja mais um em “Todos por Malu”.

Transplante

Antes da doação, o doador faz um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e tem duração de aproximadamente duas horas. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), em 2013 foram realizados no país, 1.813 transplantes de medula óssea, dos quais 1.144 foram autólogos (o paciente recebe sua própria medula, depois que ela passa por um tratamento) e 669 foram alogênicos (o paciente recebe a medula de um doador). Dos transplantes alogênicos, 220 foram não aparentados (o doador é localizado no Redome e não na família do paciente). Este último é o procedimento mais complexo, para o qual os pacientes têm de esperar mais tempo. Mas hoje já existem mais de 21 milhões de doadores em todo o mundo. No Brasil, o REDOME tem mais de 3,4 milhões de doadores. 

 

Fotos: Reprodução rede social

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