Família diz que taxista morto em barreira policial era inocente
SSP de Sergipe ainda não se pronunciou sobre o caso
Cotidiano 10/11/2015 10h34

Por Fernanda Araujo

A morte do taxista Isaías Felipe (foto), de 36 anos, que estava desaparecido desde o último domingo (8), quando saiu para fazer um frete, ainda é inexplicável para a família. Segundo familiares, o Complexo de Operações Especiais (Cope) informou que Isaías foi morto depois de furar um bloqueio policial no interior de Sergipe, na BR SE 200. A família só descobriu a sua morte na segunda-feira (9), depois que pediu ajuda via redes sociais à população para encontrá-lo.

O taxista estaria levando como passageiros dois homens suspeitos de assalto a banco e, ao se aproximar de uma blitz, furou o bloqueio e os policiais dispararam contra o veículo. Isaías era morador do conjunto Eduardo Gomes e atuava no município de São Cristóvão. A família deve ir ao Ministério Público pedir que o caso seja investigado.

Para o irmão da vítima, Cícero Felipe, Isaías não participou de nenhum crime. “Pode ter acontecido de ele ter furado o bloqueio, mas com dois bandidos apontando a arma para cabeça qualquer um faria isso. Ele não sabia que estava levando assaltantes, estava levando como passageiros. Agora, não tinha testemunha. Não sei dizer se eles foram passageiros dele antes. Meu irmão era pai de família, não tinha inimizade, a polícia fez uma besteira e matou todo mundo sem saber que tinha uma pessoa de bem no carro”, afirma.

Na manhã desta terça-feira (10), Cícero levou o corpo de irmão para uma funerária para que fosse avaliado, já que, segundo ele, a família foi impedida de vê-lo no Instituto Médico Legal. O irmão de Isaías ainda nega a versão de que o taxista estaria na cidade de Gararu no último sábado, um dia antes do desaparecimento. “Isso é uma versão mentirosa, ele estava com a gente no Eduardo Gomes, jogou bola, assistiu ao jogo no bar. Todo mundo viu ele. Quando chamaram para ele fazer o frete estava em casa dormindo”, lembra.

O enterro de Isaías Felipe será às 15h no cemitério de São Cristóvão. O velório acontece na casa da família no conjunto Eduardo Gomes.

A Assessoria de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública (SSP) havia informado que as investigações estão em andamento e que testemunhas foram ouvidas. A Polícia Civil só deve se pronunciar sobre o caso em coletiva ainda hoje.

Foto: reprodução facebook

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