Família recompensará quem souber do paradeiro de Débora Mirachi
Polícia trabalha com hipóteses por não haver materialidade para crime Cotidiano 13/02/2014 16h30Por Sílvio Oliveira
A princípio, o sumiço da estudante de Direito Débora Mirachi (33), em Aracaju (SE), estava sendo tratado pela Polícia Civil como suicídio ou homicídio. Logo depois, o caso tomou outras proporções e ganhou condução para um desaparecimento por conta própria. As circunstâncias pelas quais a estudante estava passando e fazendo tratamento à base de antidepressivos poderiam ter causado um surto e motivado o sumiço.
Ganham mais força as hipóteses de homicídio ou desaparecimento intencional, mas a diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa Física (DHPP), delegada Tereza Simony, explica que como não há materialidade para o crime, ou seja, não foi encontrado o corpo da jovem, todas as três hipóteses ainda estão sendo averiguadas e levadas em consideração.
Ela explicou que a hipótese do suicídio foi enfraquecida pelo fato de não ter sido achado o copo próximo ao mar, nem nas praias circunvizinhas e até mesmo na Bahia. “Fizemos uma busca com cães farejadores, mas nenhum corpo foi encontrado. Não havia odores, nem urubus. Como não foi encontrado corpo, a hipótese de desaparecimento voluntário também pode ser. Ela também pode ter sido morta e enterrada em outro local.”, afirmou.
A delegada não quis informar se a hipótese do homicídio está mais evidente e se há algum suspeito.
Segundo Tereza Simony, os familiares foram ouvidos e há confirmação de que Débora Mirachi vinha se tratando à base de remédios controlados, ou seja, a hipótese de que ela poderá ter surtado e estar vagando também é levada em consideração. “Estamos checando todas as informações. Recebemos algumas informações pelo Disque-Denúncia e pelos familiares. Se há um desaparecimento por conta própria e ela não quer encontrar a família, não se configura em crime”, disse a delegada.
Dois meses
De acordo com o cunhado de Débora, Rony de Souza, o sumiço completou dois meses na quarta-feira, 12. Por conta disso, a imprensa voltou a noticiar o fato e pessoas que ouviram a reportagem ligaram para ele informando que tinham visto a estudante na região de um supermercado no bairro São José, em Aracaju, em busca de comida. “Fomos ao supermercado e a câmera de filmagem é giratória. Quando disseram que ela passou, a câmera estava do lado contrário”, afirmou ele.
Rony de Souza ainda informou que o caso passou a ser tratado como desaparecimento porque a jovem vinha fazendo tratamento com uso de medicamentos que não podia deixar de tomar. Como ela deixou, ele acredita que tenha entrado em surto. “Ela dizia que vinha sendo perseguida por uma professora. A mania de perseguição é um dos sintomas”, afirmou.
Ele disse também que as câmeras do policiamento da capital filmaram quando o carro de Débora passou pela Passarela do Caranguejo em direção à rodovia Inácio Barbosa no dia do desaparecimento, mas que não foi possível mostrar se ela estava só ou acompanhada.
Perícia
Débora Mirachi era formada em Ciências Contábeis e estudava Direito em uma universidade particular de Aracaju. Na noite de 12 de dezembro de 2013, disse à família que ia sair e não mais voltou para casa.
O veiculo de Débora, um Cross Fox, foi encontrado pela família no final da rodovia Inácio Barbosa, no Mosqueiro, em Aracaju.
O veículo estava trancado, sem as chaves e com todos os pertences da vítima: documentos e cartões bancários. Dias depois do ocorrido e já fora da cena onde foi encontrado, a polícia periciou o veículo e só encontrou as digitais de Débora e de familiares.
Quem souber de alguma informação, poderá entrar em contato através dos números (79) 8855-6252 ou (79) 8856 -7232 ou com a Polícia através do 190. A família garante que será bem recompensado.
Foto: Arquivo Pessoal

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