Familiares de detentos denunciam maus tratos no Copemcan
Sejuc nega que banho de sol foi proibido, mas diz que vai apurar o caso Cotidiano | Por Fernanda Araujo 04/02/2019 13h13 - Atualizado em 04/02/2019 13h45Um grupo de mães e esposas de detentos custodiados no Complexo Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão, região metropolitana de Aracaju (SE), denuncia supostos maus tratos que estariam sendo sofridos pelos internos. Na manhã desta segunda (4), elas estiveram no Fórum Gumersindo Bessa, no bairro Capucho, zona oeste da capital, com cartazes de protesto pedindo melhores condições de tratamento no presídio.
Segundo as denunciantes, além das alas superlotadas, os presos não estão tendo acesso à alimentação e o banho de sol está proibido. As visitas, antes realizadas em dois dias da semana, também foram restritas. O Copemcan, que tem capacidade para 800 presos, atualmente possui sob custódia 2.818 internos.
Os familiares afirmam que as restrições se iniciaram após a morte de dois internos, assassinados na Ala B do pavilhão no decorrer de uma briga entre grupos rivais. Por conta dos conflitos na unidade prisional, 39 presos que estavam alojados na Ala B foram transferidos para o Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no bairro Santa Maria, zona sul da capital.
A esposa de um detento, que não quis se identificar, relata que estava no dia em que Wesley Santos Silva, 33, irmão do vereador Anderson de Tuca, foi morto, e suspeita de que o disparo de arma de fogo contra ele teria partido de um agente prisional.
Elas reclamam ainda que a transferência é injusta, já que a distância aumentou e muitas não têm condições de transporte até o Santa Maria. Um abaixo-assinado feito pelos familiares deve ser levado à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados de Sergipe, OAB.
Segundo a Secretaria de Justiça (Sejuc), a transferência dos presos foi necessária para desarticular grupos rivais e evitar que ocorressem mais confrontos e, consequentemente, mortes. Por questões de segurança, a transferência foi feita sob sigilo na quinta-feira (31). A assessoria nega que o banho de sol esteja proibido para os detentos.
Quanto à superlotação, a Sejuc afirma que tem trabalhado para minimizar a situação, “pois os internos participam das audiências, a Justiça permite o uso de tornozeleiras em alguns casos”. A pasta esclarece ainda que no Copemcan as visitas são realizadas todos os dias, de acordo com o pavilhão. A Sejuc orienta às famílias irem à Corregedoria da Sejuc para fazer a denúncia formal de maus tratos, que será devidamente apurada.
A direção do Copemcan abriu um procedimento administrativo disciplinar para apurar os homicídios envolvendo os detentos, e a Polícia Civil também abriu inquérito para investigar os crimes, medida também tomada pela Corregedoria da Sejuc.

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