Familiares de jovem morto em delegacia fazem manifestação no Centro
Cotidiano 08/04/2014 06h14Por Marcio Rocha
Um grupo de cerca de 50 pessoas, composto por familiares e amigos do jovem Murilo Tadeu Caldas Fontes, de 25 anos, que morreu nas dependências da Delegacia Plantonista (Deplan), fez uma manifestação no cruzamento da avenida Pedro Calazans com rua Laranjeiras, nas proximidades da delegacia.
De acordo com amigos de Murilo que estiveram no ato, o jovem foi morto por espancamento promovido por policiais dentro da delegacia, após ter sido detido em companhia de dois amigos, no conjunto Albano Franco. Segundo os manifestantes, Murilo era um jovem dedicado ao trabalho e à família. Eles destacaram que o jovem estava com vários hematomas quando os familiares foram resgatar o corpo, caracterizando agressão física.
Os manifestantes queimaram uma barricada construída com pneus e impediram o fluxo de veículos até a chegada da Polícia Militar e dos Bombeiros, que apagaram a barricada e liberaram a via para o tráfego de veículos. Os familiares pediam justiça e negavam a morte do jovem, divulgada pelo IML como ocorrida por causa indeterminada.
A polícia sustenta a versão da morte do jovem ter ocorrido por causa natural, com sintomas similares a uma overdose, considerando que houve droga consumida e o SAMU foi acionado para socorrê-lo, e que os esforços foram em vão. O jovem passou mal quando estava detido, morrendo em seguida. Segundo a polícia, Murilo apresentava sangramento pelo nariz, indício de quem consumiu alta quantidade de droga.
Os manifestantes reclamaram que Murilo morreu por ser um rapaz pobre e morador do bairro Piabeta, em Nossa Senhora do Socorro. Alegaram discriminação e que o rapaz foi morto pela polícia.
Imagem: Luiz Faustino

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