Familiares de morto prestam queixa contra IML na Delegacia Plantonista
Corpo ficou horas no carro da funerária até dar entrada para necropsia
Cotidiano 10/06/2013 12h10

Por Marcio Rocha

O Instituto Médico Legal (IML) se recusou a receber o corpo do comerciante Geílton Santos Amaral, 37 anos,  morto na cidade de Nossa Senhora das Dores, a 72 km de Aracaju, depois de os familiares solicitarem sua remoção para o instituto, com objetivo de fazer o exame de necropsia, de modo a identificar a causa da morte.

A suspeita é que Geílton Santos Amaral tenha morrido por envenenamento. De acordo com o tio de Geílton, o autônomo José Augusto, o exame de necropsia não foi realizado e no atestado de óbito do seu sobrinho consta a morte como tendo causa indeterminada.

O corpo foi liberado para sepultamento no hospital da cidade de Nossa Senhora das Dores. Entretanto, a família não aceitou desconhecer a causa da morte e pediu que o IML o recolhesse para o exame.

Segundo José Augusto, a equipe não trouxe o corpo de Geílton, considerando que já havia um atestado de óbito emitido. Revoltados, os parentes da vítima trouxeram o corpo em um carro fúnebre, para que Geílton fosse examinado no IML. Chegando ao Instituto, o corpo também foi recusado.

O tio da vítima, junto com um irmão do rapaz foram até a Delegacia Plantonista e prestaram queixa contra o IML, por terem se recusado a receber o corpo, que permaneceu por várias horas dentro de um caixão no carro da funerária, enquanto os parentes tentavam resolver o trâmite para a execução da necropsia.

A informação dos parentes é que Geílton morreu envenenado, possivelmente por suicídio. Entretanto, eles desconfiam que a vítima pode ter sido forçada a tomar o veneno. De acordo com José Augusto, haviam substâncias desconhecidas sobre o corpo, como um pó branco encontrado pelos parentes.

José Augusto informou que o IML continuou a recusar o atendimento aos familiares da vítima e afirmou não crer que seu sobrinho tenha se matado. Segundo ele, Geílton havia se separado há alguns meses da esposa e estava depressivo, mas não acredita que ele tenha cometido suicídio.

De acordo com o assessor de comunicação da Secretaria de Segurança Pública, Lucas Rosário, o Instituto Médico Legal receberá o corpo. A autorização já foi efetuada e o exame de necropsia será feito para constatar a causa da morte de Geílton Amaral.

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