Familiares e amigos cobram justiça pela morte de líder do SOS Emprego
Cotidiano 28/02/2018 15h00 - Atualizado em 28/02/2018 15h29Por Will Rodriguez e Saullo Hipolito
Familiares e amigos de Clodoaldo Melo fizeram nesta quarta-feira (28) uma manifestação pelas ruas do centro de Aracaju. Portando bandeiras e vestidos com camisas do movimento SOS Emprego, que era liderado pela vítima, os manifestantes pediam justiça no assassinato do sindicalista, morto em 14 de dezembro passado.
Seis pessoas estão presas acusadas de envolvimento no homicídio, três delas possuem ligação com o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Montagem, Manutenção e Prestação de Serviços (Sindimont/SE). Nesta quarta, os manifestantes procuraram o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pedir uma intervenção na entidade de classe.
“Queremos o fechamento do sindicato porque é uma organização criminosa e isso a polícia já comprovou”, diz o Joclisvaldo Vieira, um dos representantes do SOS Emprego.
Outros movimentos populares endossaram as reivindicações do SOS Emprego e também pediram a continuidade das investigações no âmbito da Polícia Civil, além da conversão da prisão dos acusados em preventiva. “Em sua fala, a delegada diz que tem mais gente envolvida, talvez os que estão presos nem sejam os mandantes (do crime), por isso, a investigação tem que continuar. Esse crime interessava a gente grande”, afirma Gilvanir Alves, do Diretório CSP Conlutas.
O protesto também se concentrou na porta de uma das empresas responsável pela construção da termoelétrica que está sendo erguida na Barra dos Coqueiros. Os trabalhadores, segundo Gilvanir, seguem pleiteando a priorização da mão de obra local.
“As empresas prometeram que iriam contratar pessoas do movimento (SOS) e ainda não cumpriram”, diz.
De acordo com o consórcio da Central Elétrica de Sergipe (Celse), responsável pela Termoelétrica, 65% da mão de obra já contratada é sergipana e novas contratações devem ocorrer neste mês de março.
Representantes do SOS Emprego participaram de uma reunião fechada na sede do MPT.
Nenhum representante do Sindimont/SE foi localizado pela reportagem para comentar o assunto. O F5 News está à disposição através do telefone 79 3218-8379.
Foto: Saullo Hipolito/F5 News

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