Famílias continuam ocupando prédio da Seidh em Aracaju
Cotidiano 26/02/2018 13h25 - Atualizado em 26/02/2018 15h24Por Saullo Hipolito*
Um grupo de famílias que mora em grandes ocupações na Grande Aracaju permanece na área externa da Secretaria de Estado da Inclusão Social (Seidh), no Centro da capital sergipana, nesta segunda-feira (26). Em protesto por moradia, os ocupantes acamparam nas dependências do prédio, contudo estão com o acesso dificultado para a entrada de alimentos, bem como saída do local.
Os sem-teto cobram uma posição do secretário Zezinho Sobral, que afirma estar resolvendo o caso com a maior agilidade possível. Na manhã desta segunda, algumas famílias saíram do local levando todos os mantimentos e panelas que existiam na ocupação.
De acordo com a coordenadora geral do movimento 17 de Março, Wiliana Santos, a retirada dos pertences aconteceu de forma sigilosa e após uma reunião com o secretário Zezinho Sobral e poucos envolvidos de outros grupos que ocupavam o local.
Os manifestantes alegam que essa reunião aconteceu às 23 horas do domingo (25). “Nós não estávamos presentes no momento, então acreditamos que essa reunião não tem sentido. O que está envolvido aqui não tem relação com nossos interesses, mas sim a moradia para as famílias que estão desabitadas”, afirma Paulo Bispo.
No início da ocupação eram mais de 300 famílias reivindicando as terras. Estavam presentes ocupações da Terra Prometida, do José Rezende, do Jatobá, da Dandara, Vitória, Nasce a Esperança, Casarão do Parque, além da Mangabeira e 17 de Dezembro, que continuam no local.
Zezinho Sobral afirma que a secretaria sempre esteve de portas abertas ao diálogo. “Está tudo encaminhado, tudo foi atendido, o que falta? Acho que isso é sinal de desorganização. Nós temos nessa ocupação principal um número maior de famílias, que após análise constatamos cerca de 161”, afirma.
* Estagiário sob supervisão do jornalista Will Rodrigues.

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