Famílias continuam ocupando terreno no Marivan, em Aracaju (SE)
Defensoria quer saber se houve excesso da PM
Cotidiano 13/07/2017 16h10 - Atualizado em 13/07/2017 17h26

Por F5 News

Mesmo depois da reintegração de posse realizada ontem em um terreno no loteamento Marivan, na zona Sul de Aracaju (SE), boa parte das famílias continua ocupando o local. Na manhã desta quinta-feira (13), o defensor público Alfredo Nicolau esteve no local e afirmou que a determinação judicial dizia apenas que as pessoas deveriam ser retiradas de lá, mas não estava implícita a demolição das casas.

“Essa execução extrapolou a realidade do fato, estava só desocupação e não demolição de casas, mas o que vimos foram móveis destruídos por toda parte. As famílias estão desabrigadas, não receberam auxílio da prefeitura e dizem que a polícia agiu com truculência no processo de retirada”, disse.

O defensor disse ainda que vai buscar a responsabilidade da ação da PM e, se for comprovado que houve excesso, vai entrar com ação judicial para responsabilizar o Estado. 

Ao menos 30 famílias ocupavam o terreno desde o começo deste ano, mas uma construtora obteve no juízo da 9ª Vara Cível de Aracaju uma liminar determinando a reintegração de posse. Alguns ocupantes tentaram resistir ao despejo, mas foram retirados por equipes do Pelotão de Choque e tiveram os barracos destruídos.

De acordo com o Tribunal de Justiça, a concessão de reintegração de posse foi expedida  em 10 de abril passado e não havia nos autos do processo indicativo de que havia pessoas residindo no local e, sim, que se tratava do início de uma ocupação. E por esse motivo, o juízo não viu a necessidade de, naquele momento, notificar os órgãos de assistência social da Prefeitura de Aracaju.

A Prefeitura confirmou que não foi notificada sobre a reintegração de posse, mas disse que no mesmo dia enviou uma equipe da Assistência Social para conversar com as famílias e que não localizou nenhum morador no local.

Já a PM negou que chegou de última hora e agiu com truculência. De acordo com o assessor de comunicação da corporação, coronel Paulo Paiva, a mediação com as famílias para desocupação da área vinha sendo feita desde o mês de maio. Após três reuniões, os sem-teto receberam o prazo para deixar o terreno até o dia 19 de maio, mas não cumpriram.

"Durante processo de reintegração de posse não foi utilizada nenhuma granada, nenhuma bomba de efeito moral. O único disparo foi feito com arma não letal e para o alto, a fim de impedir que as pessoas avançassem contra os tratoristas”, afirmou Paiva.

Ainda de acordo com a PM, foram apreendidos três botijões de gás e uma lata com gasolina que seriam utilizadas para impedir a ação policial. Um homem foi detido porque ameaçava atear fogo em um botijão, atentando contra a própria vida para impedir a reintegração.

 

 

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