Famílias reivindicam liberação de terreno da União em Pirambu (SE)
Cotidiano 07/02/2018 10h20 - Atualizado em 07/02/2018 10h23Por Saullo Hipolito*
As famílias que residiam em barracos às margens da rodovia César Franco (SE – 100), no chamado Acampamento Vitória, em Pirambu, leste de Sergipe, fazem protesto em frente ao Palácio dos Despachos, na Avenida Adélia Franco, em Aracaju. Os manifestantes cobram respostas do Governo do Estado e pedem liberação imediata da área.
Segundo o coordenador do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM), responsável pela região de Pirambu, Sandro José dos Santos, a manifestação em frente ao órgão do Estado acontece desde a manhã desta terça-feira (6).
De acordo com o registro do movimento, cerca de 1.500 pessoas estão devidamente cadastradas na área dessa ocupação. Ele ainda afirmou que o objetivo é só sair da frente do Palácio dos Despachos após "uma conversa franca" com o governador e uma posição quanto ao terreno de 30 hectares.
A melhor forma de buscar apoio referente ao caso é por meio do diálogo, segundo Sandro José. “Sempre buscamos as autoridades competentes, porque a questão do movimento é fazer a luta, ocupar, buscar resoluções com as autoridades para que as pessoas possam efetivamente morar no local”, disse.
A área é pertencente à Superintendência de Patrimônio da União (SPU), que enviou uma documentação ao Governo Federal, assinada em abril de 2017 pelo superintendente da SPU em Sergipe, Teófilo Melo, informando que a área pertence à União. Contudo nada foi resolvido até o momento.
Segundo o coordenador do evento, a pauta discutida é sempre a mesma, mas não há resoluções concretas por parte do Governo do Estado, fazendo com que as famílias envolvidas convivam em estado deplorável. “Após uma reunião com o governador Jackson Barreto em outubro, ficou acertado que o processo seria agilizado, entretanto, se passaram mais de 90 dias e não houve resposta de fato. Temos cerca de cem famílias morando, em pleno século XXI, junto com animais”, afirmou Sandro José.
A reintegração aconteceu em 30 de março de 2017. A área seria de propriedade particular, da qual os supostos proprietários moveram duas determinações judiciais: uma pela desocupação do terreno particular e outra referente à desocupação da margem da rodovia.
Segundo a superintendente executiva da Casa Civil, Conceição Vieira, os representantes serão encaminhados à Procuradoria Geral às 10h30, para reunião e discussão do caso. Ela ainda afirma que é de interesse do Governo do Estado resolver a situação dos moradores o mais rápido possível.
* Estagiário sob supervisão do jornalista Will Rodrigues.

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