Famílias sem-teto em Aracaju ameaçam ocupar palácio do governo de SE
Cotidiano 08/03/2016 10h44Por Aline Aragão
“Foi um balde de água fria”, diz o diretor estadual do Movimento Luta Popular (MLP), Jackson Batista (foto abaixo), sobre a decisão da prefeitura de Aracaju, de não conceder auxílio-moradia às famílias que se encontram na ocupação Nasce a Esperança, localizada na Ponta da Asa, bairro Santa Maria.
Segundo Jackson, a ocupação existe há sete meses e tem cerca de 220 famílias cadastradas pelo movimento, mas ao todo 400 famílias moram no local.
Na semana passada, moradores da ocupação tomaram a sede da prefeitura e só saíram de lá após serem recebidos pela secretária municipal da Família e da Assistência Social, Maria do Carmo Alves. “A gente saiu de lá com a promessa da secretária de que nós receberíamos o auxílio. Demos um voto de confiança e o que recebemos foi um balde de água fria”, lamentou Jackson.
Segundo o dirigente do movimento, com o encerramento do prazo as famílias estão desesperadas, mas com promessa é de resistir até o final. Ontem (07), eles cavaram uma vala em frente à ocupação e fizeram uma barricada. “Só saímos daqui na força”, disse.
Batista disse ainda que, se a reintegração acontecer, as famílias vão acampar no Palácio do Governo. “A gente não tem pra onde ir, aqui tem criança, idoso, e não vamos ficar na rua, vamos ocupar o palácio até que algo seja feito por nós”, afirmou.
Ele também questionou a informação sobre a área a ser reintegrada, e disse que parte do terreno pertence à prefeitura de Aracaju. “A própria secretária reconheceu que parte do terreno pertence ao Município, agora por que esse terreno também está na reintegração?”, questionou.
Prefeitura
Em nota, a Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas) informou que não concederá auxílio-moradia às famílias, tendo em vista que a justiça suspendeu a decisão que determinou que a desocupação do imóvel fosse precedida da disponibilização de moradia para os ocupantes.
Disse ainda que a Prefeitura de Aracaju já dispõe de um cadastro de mais de 1200 pessoas que recebem o benefício na capital sergipana, o que significa um gasto de mais de quatro milhões por ano, pagos com recursos próprios, apenas com a concessão do benefício.

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