Famílias temem despejo de conjunto em Malhador (SE)
Quarenta famílias estão prestes a ser retiradas do local Cotidiano 25/10/2017 20h16 - Atualizado em 25/10/2017 20h18As dirigentes estaduais do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU), Djanilde Santos da Silva e Jack Lopes Correia, recorreram ao Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de Sergipe para garantir que 40 famílias que ocupam o Conjunto João Alves de Araújo, no município de Malhador, não sejam retiradas do local sem nenhum amparo do poder público.
Segundo Djanilde Santos, as famílias passaram a ocupar os imóveis porque não tinham para onde ir. “Quarenta famílias, sendo 60 crianças e um portador de deficiência, passaram a ocupar as casas do conjunto habitacional em 13 de maio deste ano em virtude do completo abandono dos imóveis. As casas estavam abandonadas com obras inacabadas e servindo de ponto de drogas, prostituição e abrigo de delinquentes”, relatou.
De acordo com o defensor público e coordenador do Núcleo de Direitos Humanos, Sérgio Barreto Morais, as famílias já foram intimadas a desocupar. “A Prefeitura de Malhador já acionou a justiça e foi deferida a liminar de desocupação. A Defensoria Pública impetrou um pedido de habilitação no processo haja vista o grau de vulnerabilidade das famílias, como também, pedimos uma audiência de conciliação, porém, o judiciário negou o pedido. Agora vamos recorrer da decisão”, afirmou.
“Estamos estudando a possibilidade também de pedir auxilio moradia e a inclusão nos projetos habitacionais para tutelar os interesses das famílias que já se encontram lá. A ordem de reintegração já saiu e infelizmente a qualquer momento pode ser cumprida, deixando mais de 40 famílias, com várias crianças e idosos completamente desamparados”, disse o defensor público e integrante do Núcleo de Direitos Humanos, Eric Martins.
F5 News não localizou nenhum representante da Prefeitura de Malhador até a publicação desta notícia.
*Com informações da Defensoria Pública

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