Feirantes da Rodoviária Velha em Aracaju cobram espaço para trabalhar
Cotidiano 11/12/2017 13h30 - Atualizado em 11/12/2017 13h32Por Fernanda Araujo e Saullo Hipolito
Após serem removidos do local, os ocupantes da feira irregular da Praça João XXIII, na Rodoviária Velha, Centro de Aracaju (SE), se concentraram na manhã desta segunda-feira (11) nas proximidades do local reivindicando a realocação para outra área, ou ainda, a volta da comercialização na região até o final do ano.
Os feirantes devem ser transferidos para mercados como o Municipal, os dos bairros Santos Dumont, Bugio, 18 do Forte e do Siqueira Campos, ou em algumas das 33 feiras-livres, porém alguns afirmam que ainda não sabem para onde vão. Alguns dos feirantes que estavam na área voltaram a ocupar o espaço hoje cedo para tentar comercializar, mas a ação foi impedida.
“Vivo aqui há mais de 20 anos, pagando aluguel, a única renda mensal que eu tinha era isso aqui, eu vou ficar desempregado, de mãos atadas? A gente não quer medir força com autoridade, a gente simplesmente quer trabalhar e arrumar o pão de cada dia. Não podemos ficar parados”, disse o feirante José Souza de Melo.
Segundo a vendedora Lúcia da Silva, a prefeitura ainda não definiu para onde os feirantes irão. “Nem todo mundo sabe para onde vai. E nesse tempo o que vamos fazer com a mercadoria?”, questionou. Ainda segundo os feirantes, quem tentou comercializar no local hoje teve as mercadorias apreendidas. “Levaram frutas de duas bancas. Isso é uma vergonha. A gente precisa pagar conta, dívida. Tem gente que não tem onde trabalhar agora”, criticou Vaudicleia Santos.
Pela manhã, uma comissão de feirantes foi até a Emsurb para tentar um acordo. Segundo o presidente da Associação dos Feirantes, André Amado, a informação é que foram cadastrados 47 feirantes e dez bancas estão disponíveis no mercado central. “O presidente disse que quem quisesse ir para outro espaço estava aberta a negociação. Acredito que agora com esse diálogo as coisas vão mudar”, afirmou.
A desocupação aconteceu na noite do sábado (9), após a revogação de uma liminar concedida pelo desembargador Cesário Siqueira Neto, que entendeu que a ocupação do local era irregular. A ação foi acompanhada por integrantes da Associação dos Feirantes. De acordo com a Emsurb, tudo ocorreu de forma pacífica. Barracas e toldos foram desmontados e deslocados para um galpão, assim como os poucos produtos que se encontravam no local.
A ação também envolveu a SMTT, a Guarda Municipal, a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros com o argumento de devolver ao centro de Aracaju melhor mobilidade urbana e organização, além de segurança e tranquilidade à população por conta da onda de violência nos últimos dois meses na região.
De acordo com a assessoria da SMTT, o local vai passar por adaptações e a diretoria do órgão estuda a melhor viabilidade do trânsito. No entanto, ainda não foram definidos prazos para as adequações.
A Emsurb, em nota, reiterou o propósito de tentar realocar os comerciantes para outras áreas. Segundo o órgão, vários feirantes já conseguiram vaga nos mercados, e os demais cadastrados podem procurar a empresa. “Estes poderiam ser retirados sem qualquer notificação, até porque não são permissionários e nem ambulantes cadastrados. No entanto, a prefeitura de Aracaju optou pelo diálogo e pela concessão de prazos, mesmo quando a associação fez sua opção pela via judicial”, diz a nota.

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