Feirantes divergem sobre mudança da feira no Conjunto Augusto Franco
Cotidiano 27/06/2012 21h00Por Adriana Meneses
No próximo domingo (1º), os feirantes que comercializam seus produtos no mercado do Conjunto Augusto Franco, zona sul da capital, ocuparão provisoriamente o espaço da Praça Carlos Rodrigues da Cruz, na Avenida Canal 4, para vender suas mercadorias. A mudança foi adotada para que o mercado setorial seja reconstruído, fato que vem provocando opiniões divergentes entre os feirantes.
Para o comerciante de frutas John Lennon (foto principal), a mudança é necessária para que depois de reconstruído o mercado possa oferecer mais conforto aos feirantes e clientes, porém alguns transtornos já estão sendo aguardados. “Como minha banca é fixa, sempre deixava as mercadorias aqui e, com a mudança, não vou poder deixar as frutas no meio da praça. Vou ter que pegar e levar todas as quartas-feiras e domingos”, explicou.
A continuidade da obra é uma das preocupações do vendedor de grãos Orlando Bispo (foto ao lado). Ele teme que uma mudança de governo possa atrasar a obra ou mesmo resultar em sua não conclusão. "A reforma é importante, mas o governo atual já deveria ter feito isso antes. Agora que estamos quase nas eleições, fazem isso e não sabemos se um próximo governo vai continuar a obra. E quem vai sair perdendo com isso somos nós”.
Mas a situação parece mais complicada para o proprietário de um bar dentro do mercado, Agenildo Machado (foto ao lado), que ainda não sabe como vai fazer para continuar com o seu comércio, uma vez que a prefeitura não ofereceu opção para os comerciantes que possuem estabelecimentos dessa natureza. “Ainda não sei o que vou fazer. Alguns colegas já conseguiram alugar um ponto próximo à praça onde a feira vai ficar, mas eu ainda não consegui nada. Tenho que correr contra o tempo até o próximo domingo”, lamentou.
De acordo com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), será montada toda uma estrutura para atender as necessidades dos feirantes e de toda comunidade, como implantação de banheiros, lixeiras, serviços de limpeza e fiscalização reforçada.
A obra de reconstrução do mercado setorial Augusto Franco está orçada em R$ 6 milhões com recursos provenientes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Governo de Sergipe e Prefeitura de Aracaju.

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