FHS não comparece a audiência de conciliação no MPT-SE
Cotidiano 12/03/2015 09h05

Representantes do Sindicatos dos Médicos (Sindimed), dos Assistentes Sociais de Sergipe (Sindasse), dos Enfermeiros (Seese) e dos Trabalhadores da Área da Saúde (Sintasa), participaram de uma audiência na sede do Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE). A audiência, que ocorreu na manhã de ontem (11), tinha como objetivo analisar os relatórios de diligências, realizadas nos dias 10 e 11 de fevereiro, em unidades de saúde da Fundação Hospitalar de Saúde, especialmente no Hospital de Urgências (Huse), e negociar medidas e prazos para a solução dos graves problemas no meio ambiente de trabalho das unidades da Fundação (FHS).

Em outubro do ano passado, após o ajuizamento de uma ação civil pública, a FHS requereu a suspensão do andamento do processo judicial para apresentar ao MPT uma proposta de solução conciliada dos graves problemas dos ambientes de trabalho. Diante da ausência injustificada da Fundação, embora ciente da audiência, os representantes dos Sindicatos pediram ao MPT-SE a continuidade da ação civil pública e decidiram requerer em juízo a efetiva participação das entidades sindicais no processo judicial.

Os membros dos sindicatos relataram as péssimas condições de trabalho as quais médicos, enfermeiros, assistentes sociais e trabalhadores que prestam serviços a FHS estão sendo submetidos.

De acordo com o representante do Sindimed, Luiz Carlos Spina Macedo, a FHS está desrespeitando a classe trabalhadora, a população e o Ministério Público. Segundo Luiz Carlos, vidas estão sendo perdidas por causa da má gestão da Fundação. “Causa tristeza e indignação. Os gestores não perceberam ainda que a população está sofrendo. O Sindimed não quer a renovação do contrato com a Fundação. O Estado tem que assumir a responsabilidade”, desabafa.

Descrentes e preocupados com a situação dos trabalhadores, caso realmente o contrato seja suspenso, os representantes do Sintasa lutam para que os trabalhadores continuem na rede e sejam aproveitados pela Secretaria Estadual da Saúde. Para Augusto Couto, representante do Sintasa, a fundação não demonstra interesse em melhorar a situação do trabalhador. Ele informa que nem os fardamentos foram entregues e quando marcam reuniões, a FHS manda representantes que não tem poder de decisão.

A audiência foi encerrada após o procurador do Trabalho Adroaldo Bispo, garantir aos presentes que vai requerer à Justiça do Trabalho a continuidade do processo judicial até a decisão final que assegure a todos os trabalhadores da FHS as condições adequadas de segurança e saúde no trabalho.

Fonte: MPT-SE

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