Fórum de Erradicação do Trabalho Infantil implanta projeto piloto
Duas escolas das redes estadual e municipal participarão do projeto Cotidiano 18/04/2013 15h15Por Sílvio Oliveira
As escolas estadual Maria do Carmo Alves, no bairro Farolândia, e municipal, Diomedes Santos Silva, no bairro Santa Maria, ambas em Aracaju (SE), são as primeiras unidades a participar das atividades de erradicação do trabalho infantil, propostas pelo Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador.
Professores e técnicos participaram nesta quinta-feira, 18, no auditório do Complexo Administrativo e Pedagógico da Secretaria de Estado da Educação, da primeira reunião com técnicos do Fórum, a fim de discutir as atividades e refletir individualmente para que se construam coletivamente mudanças.
Conforme Danival Falcão, coordenador geral do Fórum (foto ao lado), há ainda alguns mitos, a exemplo de que crianças trabalhando não se envolverão com hábitos inadequados, que devem ser desconstruídos. “Queremos, primeiramente, que se reflita sobre os mitos, as crenças e as concepções do trabalho infantil, para que depois reflitamos coletivamente e coletivamente se construam mudanças”, afirmou.
Falcão também enfatizou que será entregue aos educadores um material produzido pelo Ministério Público do Trabalho e Organização Internacional do Trabalho (OIT), com o intuito de sugerir aos professores atividades em sala de aula.
O procurador-chefe em exercício do Ministério Público do Trabalho em Sergipe, Adson Souza dos Santos (foto abaixo), disse que há nos educadores uma responsabilidade social e estratégica na luta contra o trabalho infantil. “Podemos chamar um suposto infrator, podemos requisitar documentos, fazer fiscalização e vistorias, mas os educadores têm um papel importante na rede, de prevenir e promover ações de enfrentamento”, afirmou
A representante da Secretária Municipal da Família e Assistência Social, Michele Mary Campos (foto principal), levou aos professores informações sobre os Centros de Referência da Assistência Social (Cras), além de explicar a quem recorrer, como recorrer e quando.
Maria Conceição Balbino, assistente social do Centro de Referência da Saúde do Trabalhador, explicou as consequências físicas e psicológicas que acometem crianças trabalhadoras, além de mostrar o porquê de se deve coibir esse tipo de trabalho. “A parte óssea e muscular não está ainda construída, o batimento cardíaco e a respiração não é igual a do adulto e está mais suscetível a absorver produtos químicos, o sistema nervoso não está totalmente desenvolvido”, elencou, mostrando as diversas consequências de se começar cedo no trabalho.
Fotos: Sílvio Oliveira

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