Fórum Empresarial e OAB/SE vão debater aumento do IPTU
Encontro será nessa terça-feira (24) Cotidiano 23/02/2015 17h35Por Aline Aragão
O aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) de Aracaju tem dado o que falar. A medida não agradou aos contribuintes, e o atraso na entrega dos boletos para pagamento gerou uma confusão ainda maior. Filas e tumultos foram observados nos locais de pagamento durante toda a semana. E até mesmo a Ordem dos Advogados do Brasil Secional Sergipe (OAB/SE) se posicionou contra o aumento, que considera abusivo.
Nessa terça-feira (24), o aumento do imposto será tema da tradicional reunião almoço realizada pelo Fórum Empresarial de Sergipe. O encontro irá reunir representantes da OAB, empresários e líderes de entidades de classe filiadas ao Fórum. O objetivo é discutir que medidas podem ser adotadas na tentativa de reverter o aumento previsto no projeto aprovado pelos vereadores em dezembro do ano passado.
O Projeto de Lei Complementar (PLC) 17/2014 estabelece os critérios para a apuração do valor venal dos imóveis para efeito de base de cálculo do lançamento IPTU, e foi objeto de votação em sessão polêmica no dia 15 de dezembro de 2014, tendo sido aprovado por maioria absoluta de 13 votos a sete.
Segundo a proposta, o novo valor do IPTU deve ser calculado a partir do valor do imposto aplicado em 2014, atualizado com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA/E). Para imóveis já edificados, o reajuste não poderá ser superior a 1,3 vezes o valor do IPTU de 2014, mais o reajuste do IPCA. Em caso de imóveis não edificados, a taxa está limitada a até 1,6 vezes o valor do imposto.
De acordo com vice-presidente da comissão de estudos tributários da OAB/SE, Cleverson Faro, há um equívoco por parte da prefeitura na cobrança do imposto. Segundo a OAB, a lei permitiu a revisão da planta de valores, mas limitou a cobrança a 30% do valor que teria sido pago o ano passado mais o IPCA; o que daria uma média de 35 a 37% de acréscimo de valor do ano anterior, como teto para ser cobrado do contribuinte. “O que se cobrar além desse valor, em princípio, seria cobrança indevida”, disse.
O contribuinte que se sentir lesado poderá procurar o Juizado Especial da Fazenda Pública, fazer a reclamação e propor uma ação contra o Município. Em Aracaju a Unidade Jurisdicional funciona no Fórum Gumercindo Bessa.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
