Gabinete de Crise é formado para gerenciar os problemas da Saúde
Servidores do SAMU ameaçam parar as atividades Cotidiano 13/01/2014 15h56Por Willams Rodrigues
Os funcionários do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) de Sergipe continuam inconformados com as péssimas condições de trabalho. Segundo Adilson Ferreira, presidente do Sindicato dos Condutores do Samu, os servidores estão aguardando um posicionamento por parte do Estado. “Já foram resolvidas as pendências com relação à falta de água, mas ainda existem algumas ambulâncias que foram para o conserto e até hoje não voltaram”, relata Rodrigues.
Adilson afirmou que pelo menos três bases do serviço no Estado estão com as atividades paradas por falta de estrutura. “O carro que fica na base de Rosário foi levado para o conserto há 30 dias e ainda não voltou, em Laranjeiras já tem quase três anos que a base está desativada. Já a base de Riachuelo está parada desde o roubo do carro que ocorreu no ano passado” explica.
Ele deixou claro que se o governo não apresentar nenhuma solução, a categoria vai paralisar suas atividades. “Não suportamos mais a situação da falta de manutenção nos carros, que acaba colocando as nossas vidas em risco”, disse.
Durante o final de semana surgiram rumores de que houve um pedido de demissão coletiva dos gestores do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) e do SAMU, mas a Secretaria de Estado da Saúde informou que desconhece qualquer iniciativa nesse sentido, exceto quanto ao SAMU, pois o atual superintendente vem solicitando o afastamento desde novembro do ano passado por questões pessoais.
Uma reunião emergencial foi realizada pelo governador Jackson Barreto com a secretária Joélia Santos, na manhã desta segunda-feira (13). Na pauta estava a criação de uma comissão para gerenciar os problemas da pasta. Em nota, a secretária informou que o Gabinete de Crise é constituído tantas vezes forem necessárias medidas emergenciais que garantam a assistência, seja por questões de abastecimento, déficit de escala de profissionais, ameaça de superlotação em unidades, elevação dos índices do LIRA e que as reuniões estratégicas visam a colaboração mútua na tomada de decisões junto à rede hospitalar e não na gestão da FHS.
No final da manhã, Jackson informou em entrevista à imprensa que ainda essa semana viajará a Brasília onde discutirá todos os problemas da saúde estadual com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Foto: Laís de Melo

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