Gatos causam transtornos na Universidade Federal de Sergipe
Cotidiano 02/08/2017 16h10 - Atualizado em 02/08/2017 20h31

Por F5 News

A grande população de gatos nas dependências da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Campus São Cristóvão, tem gerado transtornos e reclamações por parte de alguns professores e estudantes. Apesar de serem animais domésticos inofensivos, muitos deles, abandonados, chegam a atacar pessoas quando se sentem ameaçados.

Este foi o caso de um professor, que preferiu não ser identificado. Ao F5 News, ele contou que, durante almoço no restaurante da universidade, foi mordido e arranhado por um dos mais de 20 gatos que lá estavam. “O gato que me atacou se sentiu acuado quando eu, ao arrastar a cadeira para levantar, sem vê-lo, o empurrei com a cadeira”, diz.

O número de felinos é notório na universidade, a cada passo é fácil encontrá-los dormindo, brincando nos corredores ou sendo alimentados por alguém. O professor questiona como o que ele chama de “problema” será resolvido, estando os animais abrigados e alimentados. Para ele, a UFS se omite da situação.

“É sabido a nível nacional que temos na UFS um número absurdamente grande de felinos. O que aconteceu comigo foi um acidente de trabalho, e como tal é de responsabilidade da UFS. Que fique registrado, já que essa é a única função que a nossa comunidade entende ser da Ouvidoria”, conclui.

Segundo o professor Olinto Silveira Alves Filho, do Departamento de Economia da UFS, a cada dia aumenta o número de gatos na universidade, abandonados pelos próprios moradores da região. Para ele, é um problema de saúde pública. “Acaba trazendo transtornos e perigo à saúde da comunidade universitária. Eles não são castrados e podem trazer doenças aos estudantes”, afirma.

Os universitários afirmam ainda que os ataques dos felinos são frequentes. Marcel Moura, estudante de engenharia ambiental, passou por uma situação parecida com o do professor que foi mordido. “Estava comendo no restaurante também e o gato simplesmente pulava toda hora na mesa, eu tive que comer em pé para ele não pular na minha comida, isso não tem condições”.

“Tem o risco de o gato atacar se você tentar tirá-lo de perto. Acho que algo deveria ser feito, como recolhê-los e levá-los a ONGs ou fazer uma semana de doação na UFS, castrá-los, vaciná-los. Uma colega pegou um desses gatos e levou para casa, muita gente quer, só que tem medo porque pode ter doença”, considera o universitário Thiago Ferreira.

F5 News entrou em contato com a Universidade Federal para ouvir sua versão, porém, até o momento da publicação desta matéria, não teve retorno.

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